UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
O DPP (Descolamento Prematuro de Placenta) apresenta sangramento via vaginal em aproximadamente
DPP: Sangramento vaginal ocorre em ~80% dos casos, mas pode haver hemorragia oculta.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. Embora o sangramento vaginal seja um sintoma clássico e ocorra na maioria dos casos (cerca de 80%), é importante lembrar que pode haver sangramento oculto, onde o sangue fica retido atrás da placenta, sem exteriorização vaginal.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma das emergências obstétricas mais graves, caracterizada pela separação total ou parcial da placenta normalmente implantada após a 20ª semana de gestação e antes do nascimento do feto. Sua incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade materna e perinatal. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína, multiparidade e história prévia de DPP. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos sanguíneos na decídua basal, levando à formação de um hematoma retroplacentário que progressivamente separa a placenta da parede uterina. A apresentação clínica do DPP é variável, mas classicamente inclui dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escuro e útero hiperativo e hipertonia (útero 'em tábua'). No entanto, é crucial reconhecer que o sangramento vaginal, embora presente em aproximadamente 80% dos casos, pode estar ausente em situações de hemorragia oculta, onde o sangue fica retido atrás da placenta. Nesses casos, a dor e a hipertonia uterina podem ser os únicos sinais evidentes, tornando o diagnóstico mais desafiador. A ausência de sangramento não exclui o DPP e não deve atrasar a investigação e o manejo. O diagnóstico é clínico, mas a ultrassonografia pode auxiliar na visualização do hematoma retroplacentário, embora sua sensibilidade seja limitada. O manejo é uma emergência e depende da idade gestacional, do estado materno e fetal. Em geral, envolve a estabilização hemodinâmica da mãe, monitoramento fetal contínuo e, na maioria dos casos, a interrupção da gestação, preferencialmente por cesariana, especialmente se houver sofrimento fetal ou instabilidade materna. A atenção rápida e eficaz é fundamental para minimizar as complicações, que incluem choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo (CID) e insuficiência renal para a mãe, e prematuridade, hipóxia e morte para o feto.
Os principais sinais e sintomas do DPP incluem sangramento vaginal (presente em cerca de 80% dos casos), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), sofrimento fetal (alterações na cardiotocografia) e, em casos graves, choque hipovolêmico materno.
Sim, é possível ter DPP sem sangramento vaginal exteriorizado, o que é conhecido como hemorragia oculta. Nesses casos, o sangue fica retido entre a placenta e a parede uterina, e o diagnóstico pode ser mais desafiador, dependendo de outros sinais clínicos como dor abdominal intensa, hipertonia uterina e sofrimento fetal.
A principal complicação materna do DPP é a hemorragia grave, que pode levar a choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo (CID - Coagulação Intravascular Disseminada) devido à liberação de tromboplastina placentária, insuficiência renal aguda e, em casos extremos, histerectomia e morte materna. O sofrimento fetal e a prematuridade são as principais complicações para o feto.
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