HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Paciente, 37 anos, G2PV1, idade gestacional atual 37 semanas, dá entrada em pronto atendimento com quadro de hemorragia de instalação súbita e síncope domiciliar. À avaliação médica, encontra-se hipovolêmica, BCF negativo, tônus uterino aumentado, com sangramento vaginal, colo com dilatação 6 cm, apresentação fetal acima do estreito superior da pelve. Sobre a principal hipótese diagnóstica para o caso em questão e a conduta mais adequada, é CORRETO afirmar, que são, respectivamente:
DPP grave: hemorragia súbita + útero hipertônico + sofrimento/óbito fetal → suporte hemodinâmico + cesariana imediata.
O descolamento prematuro de placenta é uma emergência obstétrica caracterizada pela separação da placenta antes do parto, resultando em hemorragia materna e sofrimento fetal. A hipovolemia e o útero hipertônico são sinais clássicos, exigindo estabilização materna e resolução rápida da gestação.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma das mais graves emergências obstétricas, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina após 20 semanas de gestação e antes do parto. Sua incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, trauma abdominal, tabagismo e uso de cocaína. A fisiopatologia envolve a formação de um hematoma retroplacentário que leva à separação. Clinicamente, manifesta-se por sangramento vaginal (nem sempre visível), dor abdominal súbita e intensa, útero hipertônico e hipersensível, e sinais de sofrimento fetal ou óbito. O diagnóstico é clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar, mas não exclui o quadro. A gravidade é determinada pela extensão do descolamento e pelo impacto na mãe e no feto. O manejo é emergencial e visa estabilizar a mãe e resolver a gestação. Inclui suporte hemodinâmico agressivo com fluidos intravenosos, transfusão de hemoderivados se necessário, e monitorização contínua. A via de parto preferencial é a cesariana de emergência, especialmente em casos de feto vivo com sofrimento ou óbito fetal e instabilidade materna, para evitar complicações como coagulopatia de consumo (CIVD) e insuficiência renal aguda.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal súbito, dor abdominal intensa, útero hipertônico e hipersensibilidade uterina, além de sinais de sofrimento fetal ou óbito.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica da mãe com fluidos e transfusão, e resolução imediata da gestação, geralmente por cesariana, devido ao risco materno e fetal.
O DPP cursa com dor abdominal, útero hipertônico e sofrimento fetal, enquanto a placenta prévia geralmente apresenta sangramento indolor, útero relaxado e boa vitalidade fetal, a menos que haja sangramento maciço.
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