Descolamento de Placenta: Relação com Hipertensão Crônica

HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2021

Enunciado

Julgue o item.A hipertensão arterial crônica não aumenta a incidência de descolamento prematuro de placenta, especialmente em pacientes com pré-eclâmpsia sobreposta.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Hipertensão arterial crônica e pré-eclâmpsia sobreposta ↑ risco de descolamento prematuro de placenta.

Resumo-Chave

A hipertensão arterial crônica, especialmente quando complicada por pré-eclâmpsia sobreposta, é um fator de risco bem estabelecido para o descolamento prematuro de placenta. A patologia vascular e a disfunção endotelial associadas à hipertensão comprometem a integridade da interface útero-placentária, aumentando a chance de separação prematura da placenta.

Contexto Educacional

O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. É uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre, com alta morbimortalidade materna e perinatal. A incidência varia, mas é uma condição que exige reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia do DPP frequentemente envolve a ruptura de vasos sanguíneos na decídua basal, levando à formação de um hematoma retroplacentário que causa a separação. Fatores como hipertensão arterial crônica e pré-eclâmpsia sobreposta são cruciais, pois causam vasculopatia e disfunção endotelial, fragilizando a interface uteroplacentária. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina, e pode ser auxiliado por ultrassonografia, embora esta nem sempre visualize o hematoma. O manejo do DPP depende da idade gestacional, da gravidade do sangramento e do estado materno-fetal. Em casos de feto viável e comprometimento materno ou fetal, a interrupção da gestação, geralmente por cesariana, é a conduta de escolha. É fundamental o controle rigoroso da pressão arterial em gestantes hipertensas e a vigilância para sinais de pré-eclâmpsia sobreposta, a fim de mitigar o risco de DPP e outras complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para descolamento prematuro de placenta?

Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia (especialmente a sobreposta), tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal, polidramnio com descompressão rápida, gestação múltipla e histórico prévio de descolamento.

Como a hipertensão arterial crônica aumenta o risco de descolamento?

A hipertensão crônica causa alterações vasculares na decídua basal, levando a uma fragilidade dos vasos uteroplacentários. Isso predispõe à ruptura e formação de hematomas retroplacentários, que separam a placenta do útero.

Quais são os sinais e sintomas do descolamento prematuro de placenta?

Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal escuro, dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), sofrimento fetal e, em casos graves, choque hipovolêmico materno.

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