HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Primípara, 39 anos de idade, hipertensa, encontra-se em trabalho de parto há 5 horas, refere sensação de desmaio repentino e forte dor abdominal. Exame físico: PA: 140 × 100 mmHg, Pulso: 110 bpm, DU: 5/10 minutos com contrações com duração de 1 minuto, foco fetal: 100 bpm, toque: 2 cm de dilatação, centralizado, sangramento vaginal moderado com coágulos. O diagnóstico mais provável é:
DPPP = sangramento vaginal + dor abdominal súbita + hipertonia uterina + sofrimento fetal, especialmente em hipertensas.
O descolamento prematuro de placenta (DPPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. A tríade clássica inclui sangramento vaginal, dor abdominal intensa e hipertonia uterina. A presença de sofrimento fetal (bradicardia) e fatores de risco como hipertensão reforçam o diagnóstico, exigindo intervenção imediata.
O descolamento prematuro de placenta (DPPP) é uma das causas mais graves de hemorragia no terceiro trimestre da gravidez, com alta morbimortalidade materna e perinatal. A condição envolve a separação total ou parcial da placenta da parede uterina antes do parto, resultando em sangramento na decídua basal e formação de hematoma retroplacentário. É crucial para residentes reconhecerem rapidamente os sinais e sintomas para uma intervenção oportuna. A fisiopatologia frequentemente envolve uma lesão vascular na interface útero-placentária, que pode ser exacerbada por condições como hipertensão crônica ou pré-eclâmpsia, que comprometem a integridade dos vasos sanguíneos. Os sintomas clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (que pode ser oculto), hipertonia uterina (útero 'em tábua') e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia ou desacelerações tardias. A taquissistolia uterina, com contrações frequentes e de alta intensidade, é um achado comum. O diagnóstico é eminentemente clínico, embora a ultrassonografia possa auxiliar na visualização do hematoma retroplacentário. A conduta é uma emergência obstétrica, exigindo estabilização materna e resolução imediata da gestação, geralmente por cesariana, para salvar a vida da mãe e do feto. A monitorização contínua da mãe e do feto é essencial, e a equipe deve estar preparada para transfusão sanguínea e manejo de coagulopatia.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial (crônica ou gestacional), pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal, polidrâmnio com descompressão rápida, idade materna avançada e história prévia de DPPP.
O DPPP geralmente se apresenta com dor abdominal intensa, útero hiperativo e tenso, e sangramento vaginal escuro, frequentemente associado a sofrimento fetal. A placenta prévia, por outro lado, causa sangramento vaginal indolor, vermelho vivo, sem hipertonia uterina ou sofrimento fetal inicial.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica materna, monitorização fetal contínua, avaliação da vitalidade fetal e, na maioria dos casos, resolução da gestação por via cesariana de emergência, devido ao risco de hipóxia fetal e hemorragia materna grave.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo