SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Em casos de Descolamento Prematuro de Placenta Normalmente Inserida (DPPNI), a intervenção obstétrica adequada e rápida está diretamente ligada ao bom prognóstico da mãe e do concepto. Diante disso, analise o quadro: multípara apresentando quadro de DPPNI complicado com o coagulopatia, estando o feto morto e ao toque: 8 cm, cefálico, bolsa íntegra e plano III de Hodge. A melhor conduta é a seguinte:
DPPNI + feto morto + coagulopatia + colo favorável (8cm, plano III) → amniotomia e parto vaginal.
Em casos de Descolamento Prematuro de Placenta Normalmente Inserida (DPPNI) com feto morto e coagulopatia, a prioridade é resolver a coagulopatia e esvaziar o útero. Se o colo estiver favorável (dilatação avançada, apresentação encaixada), a via vaginal é preferível, pois a cesariana em paciente coagulopata aumenta o risco de hemorragia. A amniotomia ajuda a reduzir a pressão intrauterina e acelerar o trabalho de parto.
O Descolamento Prematuro de Placenta Normalmente Inserida (DPPNI) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto. As complicações maternas incluem hemorragia maciça, choque hipovolêmico e coagulopatia de consumo (CID), enquanto para o feto, o principal risco é o sofrimento fetal agudo e o óbito. No cenário de DPPNI complicado com coagulopatia e feto morto, a prioridade é o esvaziamento uterino para interromper a produção de tromboplastina placentária e resolver a coagulopatia. A escolha da via de parto é crucial. Com o colo dilatado (8 cm), apresentação cefálica e encaixada (plano III de Hodge), as condições são favoráveis para o parto vaginal. A amniotomia é uma intervenção importante nesses casos, pois ajuda a diminuir a pressão intrauterina, reduzindo a infiltração de tromboplastina na circulação materna e acelerando o trabalho de parto. Realizar uma cesariana em uma paciente com coagulopatia ativa e feto morto aumentaria exponencialmente os riscos de hemorragia incontrolável e morbimortalidade materna. Portanto, a indução do parto vaginal é a conduta mais segura e adequada.
A via vaginal é preferível para evitar os riscos de sangramento excessivo e complicações cirúrgicas em uma paciente já com coagulopatia. A cesariana aumentaria drasticamente esses riscos.
A amniotomia ajuda a reduzir a pressão intrauterina, diminuindo a infiltração de tromboplastina na circulação materna e acelerando o trabalho de parto, o que é benéfico para resolver a coagulopatia e esvaziar o útero.
Para a mãe, os riscos incluem hemorragia maciça, choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo (CID) e insuficiência renal aguda. Para o feto, os riscos são hipóxia, sofrimento fetal agudo e óbito fetal.
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