HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Helena, 35 anos de idade, G4P3C1, idade gestacional = 34 semanas, deu entrada no pronto-socorro com queixa de sangramento abundante e dor abdominal intensa. Ao exame clínico: pressão arterial = 160 x 110 mmHg; frequência cardíaca = 100 batimentos/minuto; altura uterina = 35cm; batimentos cardíacos fetais = 100 batimentos/minuto; dinâmica uterina: útero de consistência lenhosa, sem períodos de relaxamento. Exame especular: sangramento em grande quantidade, com coágulos. Toque vaginal com 4cm de dilatação, 80% esvaecido, anterior. Qual deve ser a conduta para a paciente neste momento?
DPPNI grave com sofrimento fetal e útero lenhoso → Cesariana de emergência imediata.
O descolamento prematuro de placenta (DPPNI) é uma emergência obstétrica caracterizada por sangramento vaginal, dor abdominal, hipertonia uterina e, frequentemente, sofrimento fetal. A presença de útero lenhoso e BCF reduzidos indica gravidade, exigindo resolução imediata da gestação por via alta para salvar mãe e feto.
O descolamento prematuro de placenta (DPPNI) é a separação da placenta da parede uterina antes do parto, após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de sangramento no terceiro trimestre e uma emergência obstétrica com alta morbimortalidade materno-fetal. Fatores de risco incluem hipertensão arterial, trauma abdominal, tabagismo e multiparidade. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina. Sinais de sofrimento fetal, como bradicardia ou desacelerações tardias, indicam gravidade. A ultrassonografia pode auxiliar, mas um exame normal não exclui o diagnóstico. A presença de útero lenhoso e sem relaxamento é um achado patognomônico de contrações tetânicas associadas ao DPPNI. A conduta no DPPNI grave com feto vivo e viável é a resolução imediata da gestação, preferencialmente por cesariana, devido ao risco de sofrimento fetal agudo e hemorragia materna. A estabilização hemodinâmica materna e a monitorização fetal contínua são cruciais. A amniotomia pode ser considerada em casos selecionados para diminuir a pressão intrauterina e acelerar o parto vaginal, mas não é a primeira escolha em quadros graves com sofrimento fetal.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal abundante, dor abdominal intensa, hipertonia uterina (útero lenhoso) e sinais de sofrimento fetal, como bradicardia.
A cesariana é indicada devido ao risco iminente de sofrimento fetal agudo e hemorragia materna, que podem levar a óbito fetal e complicações graves para a mãe, como coagulopatia.
O DPPNI cursa com dor abdominal e útero hiperativo/lenhoso, enquanto a placenta prévia geralmente apresenta sangramento indolor e útero relaxado, sem hipertonia.
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