Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026
Gestante de 28 anos, 32 semanas, vítima de colisão automobilística. Chega consciente, PA 90×60 mmHg, taquicardia 130 bpm, abdome tenso e doloroso, sangramento vaginal. FAST: líquido livre em abdome. Qual hipótese mais provável?
Trauma + Abdome tenso + Sangramento vaginal + Choque = DPP.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a principal causa de morte fetal em traumas abdominais, manifestando-se com dor, hipertonia e instabilidade hemodinâmica.
O trauma na gestante exige uma abordagem sistemática que prioriza a estabilização materna para garantir a viabilidade fetal. O descolamento prematuro de placenta (DPP) ocorre pela separação intempestiva da placenta antes do parto, frequentemente causada por desaceleração brusca. A fisiopatologia envolve o acúmulo de sangue entre a decídua e a placenta, levando à hipertonia uterina e redução da perfusão placentária. O diagnóstico é eminentemente clínico, e a conduta depende da viabilidade fetal e do estado hemodinâmico materno, sendo a resolução da gestação a medida definitiva nos casos graves.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a causa mais comum de óbito fetal em gestantes vítimas de trauma abdominal contuso, ocorrendo mesmo em traumas aparentemente leves devido às forças de cisalhamento entre a placenta e o útero.
O FAST é útil para identificar hemoperitônio (líquido livre), sugerindo lesão de órgãos sólidos ou rotura uterina, mas um FAST negativo não exclui o DPP, que é um diagnóstico clínico baseado em hipertonia e sangramento.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita, hipertonia uterina (abdome em tábua), sangramento vaginal (presente em 80% dos casos) e sinais de sofrimento fetal ou instabilidade hemodinâmica materna.
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