HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
Paciente de 35 anos, com gestação de 35 semanas, dá entrada na emergência obstétrica com histórico de dor abdominal de aparecimento súbito há duas horas e sangramento transvaginal. Ao exame: pressão arterial de 160 x 100 mmHg; pulso de 110 bpm; hipertonia uterina; batimentos cardíacos fetais de 105 bpm; cervicodilatação de 3 cm; apagamento cervical de 80%; bolsa íntegra; hemorragia transvaginal moderada (sangue escuro). Qual a melhor conduta?
DPP + sofrimento fetal agudo (BCF < 110) → Cesárea imediata para salvar mãe e feto.
O descolamento prematuro de placenta é uma emergência obstétrica caracterizada por sangramento, dor abdominal e hipertonia uterina. A presença de bradicardia fetal (BCF < 110 bpm) indica sofrimento fetal agudo, exigindo interrupção imediata da gestação, geralmente por cesariana.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, ocorrendo em cerca de 0,5% a 1% das gestações. É uma das principais causas de hemorragia no terceiro trimestre e uma emergência obstétrica com alta morbimortalidade materno-fetal. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos maternos na decídua basal, formando um hematoma que separa a placenta. Os fatores de risco incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal e multiparidade. O diagnóstico é clínico, com dor abdominal súbita, sangramento vaginal (geralmente escuro), hipertonia uterina e, frequentemente, sofrimento fetal. A conduta depende da gravidade do quadro e da idade gestacional. Em casos de sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal, desacelerações tardias) ou instabilidade hemodinâmica materna, o parto cesariana imediato é mandatório. Em situações mais leves e feto imaturo, pode-se considerar conduta expectante com monitorização rigorosa, mas a prioridade é sempre a segurança materno-fetal.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (geralmente escuro), hipertonia uterina e, em casos graves, sinais de sofrimento fetal como bradicardia ou desacelerações nos batimentos cardíacos fetais.
A conduta é o parto cesariana imediato. A presença de sofrimento fetal agudo, indicado por alterações nos batimentos cardíacos fetais, exige a interrupção urgente da gestação para preservar a vida do feto e da mãe.
O DPP cursa com dor abdominal, hipertonia uterina e sangramento escuro, enquanto a placenta prévia tipicamente apresenta sangramento vaginal indolor, vermelho vivo e sem hipertonia uterina. A ultrassonografia pode auxiliar na diferenciação.
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