SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma paciente de 42 anos de idade, com 34 semanas, chegou ao pronto‑socorro obstétrico com queixa de dor abdominal, associada a sangramento vaginal. Aos exames, apontaram‑se BCF ausente e hipertonia uterina. A paciente possuía história de uso de cocaína, pré‑natal inadequado com anemia e deficiência de ferro e B12, hipertensão arterial crônica.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta as principais causas de descolamento prematuro da placenta.
DPP = Hipertensão (crônica/gestacional), uso de cocaína, idade materna avançada são principais fatores de risco.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, e seus principais fatores de risco incluem hipertensão arterial (crônica ou gestacional), uso de substâncias como cocaína e idade materna avançada. A presença desses fatores aumenta significativamente o risco de descolamento e suas complicações.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. É uma das principais causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre e uma emergência obstétrica grave, associada a alta morbimortalidade materna e perinatal. A incidência varia, mas é uma condição que exige reconhecimento e manejo rápidos. A fisiopatologia do DPP frequentemente envolve uma lesão vascular decidual que leva à hemorragia e formação de hematoma retroplacentário, causando a separação. Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial (crônica ou induzida pela gestação), uso de cocaína (que causa vasoconstrição e isquemia), idade materna avançada, multiparidade, tabagismo, trauma abdominal e história prévia de DPP. O diagnóstico é clínico, caracterizado por dor abdominal súbita, sangramento vaginal (nem sempre presente ou visível), hipertonia uterina e alterações na frequência cardíaca fetal (bradicardia ou ausência de BCF). O manejo é emergencial, visando a estabilização materna e, se necessário, o parto imediato. A prevenção foca no controle dos fatores de risco modificáveis, como o abandono do uso de drogas e o manejo adequado da hipertensão.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal (que pode ser oculto), hipertonia uterina (útero "em tábua") e alterações na frequência cardíaca fetal, como bradicardia ou ausência de BCF.
A hipertensão crônica pode causar alterações vasculares na decídua uterina, levando à fragilidade dos vasos e à formação de hematomas retroplacentários, que precipitam o descolamento da placenta.
O uso de cocaína causa vasoconstrição intensa e súbita, levando à isquemia e necrose decidual, o que aumenta drasticamente o risco de descolamento prematuro de placenta, além de outras complicações obstétricas e fetais.
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