HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Em uma gestante de 34 semanas, admitida no setor de internação com quadro de dor abdominal, hipertonia uterina e sangramento vaginal importante, bcf de 110 bpm e colo uterino dilatado 5 cm, a primeira ação da equipe assistencial visando preservar binômio materno fetal será:
DPP com sofrimento fetal (BCF 110 bpm) e colo dilatado → Amniotomia como primeira ação para avaliar e aliviar pressão.
Em um quadro de descolamento prematuro de placenta (DPP) com sinais de sofrimento fetal e colo uterino dilatado, a amniotomia é uma primeira ação que pode ser realizada rapidamente. Ela permite a avaliação do líquido amniótico, pode reduzir a pressão intrauterina e, em alguns casos, acelerar o trabalho de parto, enquanto a equipe se prepara para uma possível cesariana de urgência.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e manejo imediatos para preservar a vida da mãe e do feto. Caracteriza-se pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento, resultando em dor abdominal, sangramento vaginal e hipertonia uterina. A presença de um BCF de 110 bpm indica sofrimento fetal, necessitando de intervenção urgente. A fisiopatologia do DPP envolve a formação de um hematoma retroplacentário que comprime a placenta e o miométrio, comprometendo a troca gasosa e nutricional. A hipertonia uterina é uma resposta do útero à hemorragia e à irritação, mas também pode agravar a hipóxia fetal. O diagnóstico é clínico, e a conduta deve ser guiada pela gravidade do quadro materno e fetal. A primeira ação em um DPP com colo dilatado e sofrimento fetal é crucial. A amniotomia pode ser realizada rapidamente para aliviar a pressão intrauterina, avaliar o líquido amniótico e, em alguns casos, acelerar o parto, enquanto a equipe se prepara para a cesariana de urgência, que é frequentemente a via de parto mais segura em situações de sofrimento fetal agudo. A estabilização hemodinâmica materna e a monitorização fetal contínua são prioritárias.
A identificação rápida do DPP é crucial devido ao risco de hemorragia materna grave, coagulopatia e sofrimento fetal agudo, que pode levar a óbito fetal ou sequelas neurológicas. A intervenção precoce melhora o prognóstico de ambos.
Em um DPP com colo dilatado, a amniotomia pode ser a primeira ação para romper a bolsa, o que pode diminuir a pressão intrauterina, potencialmente melhorar o fluxo sanguíneo uteroplacentário e permitir a avaliação da presença de mecônio, além de acelerar o trabalho de parto.
Uterolíticos são contraindicados no DPP, pois podem relaxar o útero, agravando a hemorragia e mascarando os sinais de sofrimento fetal. A hipertonia uterina é um mecanismo compensatório que ajuda a tamponar o sangramento.
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