HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Primigesta de 20 anos com 36 semanas de gestação chega ao PS com queixa de dor abdominal em cólicas de forte intensidade e parada de movimentação fetal há 3 horas. Faz pré-natal com diagnóstico de DHEG grave e está medicada com metildopa 2 g/dia e anlodipino 5 mg/dia. Ao exame: regular estado geral, PA = 110x65 mmHg, FC: 100 bpm, mucosas descoradas 3+/4+, altura uterina 36 cm, útero hipertônico e BCF não audível. Apresentação cefálica não insinuada pela palpação do abdômen. No exame especular nota-se sangramento escurecido em pequena quantidade saindo do orifício do colo. Ao toque o colo está dilatado 2 cm, esvaecido < 50%, bolsa íntegra e tensa. Assinale a alternativa que corresponde ao diagnóstico mais provável e a conduta adequada ao caso.
Dor abdominal + útero hipertônico + sangramento escuro + sofrimento fetal agudo = Descolamento Prematuro de Placenta (DPP).
O quadro clínico de dor abdominal súbita e intensa, útero hipertônico, sangramento vaginal escurecido e sinais de sofrimento fetal (ou óbito fetal, como BCF não audível) em uma gestante com pré-eclâmpsia grave é altamente sugestivo de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). A conduta imediata é a estabilização hemodinâmica materna e a interrupção da gestação, geralmente por cesariana, devido à urgência e ao risco materno-fetal.
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. Sua incidência varia, mas é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A pré-eclâmpsia grave, como no caso apresentado, é um dos fatores de risco mais importantes para o DPP, juntamente com trauma abdominal, tabagismo, uso de cocaína e multiparidade. O diagnóstico do DPP é eminentemente clínico. Os sintomas clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escurecido (que pode ser oculto), hipertonia uterina ('útero em tábua') e sinais de sofrimento fetal agudo ou óbito fetal. A ultrassonografia pode auxiliar na confirmação, mas um exame negativo não exclui o diagnóstico. A presença de coagulopatia de consumo (CID) é uma complicação grave e comum do DPP, exigindo monitorização e manejo adequados. A conduta no DPP é de urgência e visa estabilizar a mãe e interromper a gestação. A estabilização hemodinâmica materna é prioritária, com acesso venoso calibroso e reposição volêmica. A via de parto mais comum é a cesariana, especialmente se houver feto vivo e sinais de sofrimento fetal, ou se o parto vaginal não for iminente. A amniotomia (rompimento da bolsa) pode ser realizada para diminuir a pressão intrauterina e acelerar o parto, mas a cesariana é frequentemente necessária para garantir a segurança materna e fetal.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal escurecido, hipertonia uterina (útero 'em tábua'), e sinais de sofrimento fetal ou óbito fetal. A presença de pré-eclâmpsia grave é um fator de risco importante.
A conduta inicial envolve a estabilização hemodinâmica da mãe (acesso venoso, hidratação, monitorização), avaliação rápida do bem-estar fetal e, na maioria dos casos, a interrupção imediata da gestação, preferencialmente por cesariana, devido à urgência e aos riscos materno-fetais.
O DPP caracteriza-se por dor intensa, útero hipertônico e sangramento escuro, muitas vezes com sofrimento fetal. A placenta prévia, por outro lado, manifesta-se com sangramento vaginal vermelho vivo, indolor e sem hipertonia uterina, geralmente sem comprometimento fetal agudo, a menos que haja grande perda sanguínea.
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