Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Primigesta, tabagista, na 36ª semana de gestação, com sangramento vaginal de moderada quantidade, há 20 minutos, associado a dor abdominal, de forte intensidade. Ao exame: Pressão arterial = 80 x 50 mmHg, pulso = 120 bpm e mucosas descoradas. Frequência Cardíaca Fetal = 180 bpm. Útero hipertônico, colo com dilatação cervical de 4,0 cm. A conduta médica deve incluir:
Gestante 3º tri + sangramento + dor abdominal + útero hipertônico + sofrimento fetal = DPP → Reposição volêmica + Cesárea.
O quadro clínico de sangramento vaginal, dor abdominal intensa, útero hipertônico, sinais de choque materno (PA baixa, taquicardia) e sofrimento fetal (taquicardia fetal) em uma gestante de 36 semanas, tabagista, é altamente sugestivo de Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). A conduta é emergencial, visando estabilização materna e resolução imediata da gestação.
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica grave, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do nascimento do feto, após a 20ª semana de gestação. A incidência varia, mas é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Fatores de risco incluem hipertensão, tabagismo e trauma. O quadro clínico típico, como o descrito na questão, envolve sangramento vaginal (que pode ser oculto), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina ("útero em tábua"), e sinais de sofrimento fetal (taquicardia, bradicardia ou perda de variabilidade na cardiotocografia). A mãe pode apresentar sinais de choque hipovolêmico devido à perda sanguínea. A conduta no DPP é emergencial e visa a estabilização hemodinâmica materna e a resolução rápida da gestação. A reposição volêmica agressiva é fundamental para combater o choque. A via de parto preferencial é a cesariana de emergência, especialmente na presença de sofrimento fetal ou instabilidade materna, para minimizar os riscos para ambos.
Os sinais clássicos incluem sangramento vaginal (que pode ser oculto), dor abdominal súbita e intensa, hipertonia uterina, sofrimento fetal (alterações da FCF) e sinais de choque hipovolêmico materno.
A reposição de volemia é crucial para combater o choque hipovolêmico materno causado pelo sangramento. A cesariana de emergência é necessária para resolver rapidamente a gestação, minimizando o risco de hipóxia fetal e complicações maternas como coagulopatia.
Fatores de risco incluem hipertensão arterial (crônica ou gestacional), pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal, polidrâmnio, idade materna avançada e história prévia de DPP.
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