CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
Paciente submetido a facoemulsificação há sete dias, apresenta o quadro biomicroscópico da foto. Com relação ao caso, é correto afirmar:
Descolamento de Descemet pós-faco → Injeção de ar (pneumodescemetopexia) é a conduta inicial.
O descolamento da membrana de Descemet ocorre por trauma mecânico durante a cirurgia de catarata. A injeção de ar ou gás (SF6/C3F8) na câmara anterior tampona a membrana contra o estroma, restaurando a transparência corneana.
O descolamento da membrana de Descemet é uma complicação intraoperatória que, se não reconhecida, leva ao edema de córnea persistente e falência endotelial. A identificação precoce via biomicroscopia ou OCT de segmento anterior é crucial. A técnica de pneumodescemetopexia é altamente eficaz, utilizando a tensão superficial da bolha de ar para promover a readesão. Em casos refratários, o uso de gases de longa permanência como o SF6 pode ser indicado para garantir o sucesso anatômico.
Geralmente é causado por trauma mecânico durante a inserção de instrumentos (como a ponteira do faco ou cânulas) através da incisão principal ou paracentese, ou por injeção inadvertida de viscoelástico ou solução salina entre a membrana e o estroma.
A conduta inicial padrão para descolamentos significativos é a pneumodescemetopexia, que consiste na injeção de uma bolha de ar ou gás expansível na câmara anterior para pressionar a membrana de volta ao estroma corneano.
O descolamento de Descemet apresenta uma linha nítida de separação tecidual na biomicroscopia, enquanto a TASS (Síndrome Tóxica do Segmento Anterior) manifesta-se com inflamação difusa, hipópio estéril e edema corneano generalizado sem separação de membranas.
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