AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Paciente 45 anos apresenta queixa de descarga papilar sanguinolenta espontânea em mama direita de início há 2 meses. Ao exame apresenta mamas com parênquima homogêneo sem nódulos palpáveis, axilas sem linfonodomegalias, e à expressão derrame papilar sanguinolento uniductal em mama direita. Assinale a seguir, qual seria a conduta mais indicada.
Descarga papilar sanguinolenta uniductal → Exames de imagem (MMG, USG, RM) → Excisão cirúrgica do ducto.
Descarga papilar sanguinolenta, especialmente se uniductal e espontânea, é um sinal de alerta para lesões intraductais, incluindo papilomas e carcinoma. A investigação inicial deve incluir mamografia e ultrassonografia, e a ressonância magnética pode ser útil para identificar a lesão antes da ressecção cirúrgica do ducto acometido.
A descarga papilar é uma queixa mamária comum, mas a presença de sangue e o caráter uniductal e espontâneo elevam a preocupação com malignidade. Embora a maioria das causas seja benigna (principalmente papilomas intraductais), o carcinoma intraductal ou invasivo deve ser sempre excluído. A idade da paciente (45 anos) também é um fator relevante, pois o risco de câncer aumenta com a idade. A investigação começa com um exame físico detalhado para identificar o ducto acometido e caracterizar a descarga. Em seguida, exames de imagem são essenciais. A mamografia é padrão para rastreamento e detecção de lesões maiores, enquanto a ultrassonografia é excelente para avaliar lesões císticas e intraductais, especialmente em mamas densas. A ressonância magnética tem alta sensibilidade para lesões mamárias e pode ser crucial para localizar a lesão em casos onde mamografia e ultrassonografia são negativas, guiando a cirurgia. A conduta definitiva para descarga papilar sanguinolenta uniductal é a excisão cirúrgica do ducto acometido (microductectomia). Isso permite a remoção da lesão e o exame histopatológico, que é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. A biópsia por agulha grossa guiada por ultrassonografia pode ser tentada se uma lesão for claramente visível e acessível, mas muitas vezes a lesão é pequena e intraductal, tornando a excisão cirúrgica mais apropriada para diagnóstico e tratamento. O acompanhamento isolado sem a remoção da lesão não é recomendado devido ao risco de malignidade.
A descarga papilar sanguinolenta, especialmente se for espontânea e uniductal (proveniente de um único ducto), é um sinal de alerta importante que pode indicar a presença de lesões intraductais benignas (como papilomas) ou malignas (carcinoma).
A investigação inicial deve incluir mamografia e ultrassonografia mamária. Se esses exames não identificarem a lesão, a ressonância magnética (RM) de mamas pode ser útil para localizar a origem da descarga antes de uma intervenção cirúrgica.
Após a investigação por imagem, a conduta mais indicada é a ressecção cirúrgica do ducto acometido (microductectomia ou excisão de ducto) para obter um diagnóstico histopatológico definitivo e remover a lesão causadora.
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