UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Maria Aparecida, 32 anos, procura a Unidade Básica de Saúde com queixa de secreção na mama. Na consulta, o médico observa que a paciente apresenta descarga papilar espontânea, sanguinolenta, em mama esquerda, há três semanas, Maria Aparecida relata que a mãe morreu há 10 anos com câncer de mama e que uma irmã está fazendo quimioterapia com o mesmo diagnóstico. Ao exame físico, o médico não encontra nódulos palpáveis, não há retrações de pele ou mamilo, e nenhum sinal inflamatório. O médico, então, solicita USG bilateral de mamas, mamografia e encaminha a paciente ao serviço especializado de Mastologia. Podemos afirmar que a conduta do médico está
Descarga papilar sanguinolenta, espontânea e unilateral + história familiar → alta suspeita de malignidade, investigar com mamografia/USG e encaminhar mastologia.
A descarga papilar sanguinolenta, especialmente se espontânea e unilateral, é um sinal de alerta para malignidade mamária, mesmo na ausência de nódulos palpáveis. A história familiar de câncer de mama aumenta ainda mais essa suspeita. A conduta correta envolve exames de imagem (mamografia e ultrassonografia) e encaminhamento imediato para avaliação especializada em Mastologia, independentemente da idade da paciente.
A descarga papilar mamária é uma queixa comum, mas a presença de sangue na secreção, especialmente se espontânea e unilateral, é um sinal de alerta crucial para a possibilidade de malignidade. Embora a causa mais comum de descarga papilar sanguinolenta seja o papiloma intraductal benigno, a hipótese de carcinoma ductal in situ ou invasivo deve ser sempre aventada e investigada de forma rigorosa. A epidemiologia do câncer de mama mostra que, embora mais comum em idades avançadas, casos podem ocorrer em mulheres jovens, especialmente na presença de fatores de risco. O diagnóstico diferencial da descarga papilar sanguinolenta inclui papiloma intraductal, ectasia ductal, carcinoma e, mais raramente, trauma ou infecção. A história familiar de câncer de mama, como no caso apresentado, é um fator de risco significativo que eleva a suspeita de malignidade e justifica uma investigação mais agressiva. O exame físico deve buscar nódulos, retrações ou sinais inflamatórios, mas a ausência desses achados não exclui câncer. A conduta do médico está correta ao solicitar mamografia e ultrassonografia bilateral das mamas, e encaminhar a paciente para um serviço especializado em Mastologia. Embora a mamografia de rastreamento seja recomendada a partir dos 40 anos na população geral, em casos de sintomas suspeitos ou alto risco (como história familiar), a investigação diagnóstica com mamografia é indicada em qualquer idade. A ultrassonografia é complementar, especialmente em mamas densas de mulheres jovens. O especialista poderá realizar procedimentos adicionais como ductoscopia ou biópsia para confirmar o diagnóstico.
A descarga papilar é suspeita para malignidade quando é espontânea, unilateral, sanguinolenta (hemorrágica), serossanguinolenta, ou quando associada a um nódulo palpável. A presença de história familiar de câncer de mama aumenta a preocupação.
A conduta inicial deve incluir exame físico detalhado, mamografia bilateral e ultrassonografia mamária. O encaminhamento para um especialista em Mastologia é fundamental para uma investigação mais aprofundada, incluindo possivelmente ductoscopia ou biópsia.
Sim, a mamografia, em conjunto com a ultrassonografia, é indicada mesmo em mulheres com menos de 40 anos que apresentam descarga papilar sanguinolenta, especialmente se houver história familiar de câncer de mama. Nesses casos, o benefício da investigação supera os riscos da radiação.
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