Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Em uma paciente com queixa de descarga papilar bilateral não espontânea, a causa mais provável é
Descarga papilar bilateral não espontânea → Hiperprolactinemia é a causa mais provável.
A descarga papilar bilateral, especialmente quando não espontânea e de aspecto leitoso, é altamente sugestiva de galactorreia, sendo a hiperprolactinemia a causa mais comum. É fundamental investigar os níveis séricos de prolactina.
A descarga papilar é uma queixa comum na prática ginecológica e mastológica. A galactorreia, definida como a secreção de leite fora do período de amamentação, é frequentemente bilateral e não espontânea. A hiperprolactinemia é a causa mais provável de galactorreia, sendo crucial sua identificação e tratamento devido às suas implicações hormonais e reprodutivas. A fisiopatologia da hiperprolactinemia envolve um aumento na produção ou diminuição na inibição da prolactina pela hipófise. A prolactina estimula a produção de leite nas glândulas mamárias. O diagnóstico é feito pela dosagem sérica de prolactina, e a investigação deve incluir a exclusão de gravidez, hipotireoidismo e uso de medicamentos que elevam a prolactina. A ressonância magnética da sela túrcica é indicada para investigar adenomas hipofisários (prolactinomas) se os níveis estiverem significativamente elevados. O tratamento da hiperprolactinemia depende da causa subjacente. Prolactinomas são geralmente tratados com agonistas dopaminérgicos (cabergolina, bromocriptina). Outras causas podem exigir ajuste medicamentoso ou tratamento da condição primária (ex: hipotireoidismo). O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, resultando na resolução da galactorreia e normalização dos ciclos menstruais, se afetados.
Descarga bilateral, multiductal, não espontânea e de aspecto leitoso/esverdeado geralmente é benigna. Descarga unilateral, uniductal, espontânea, sanguinolenta ou serossanguinolenta levanta suspeita de malignidade.
As causas incluem adenomas hipofisários (prolactinomas), uso de certos medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos), hipotireoidismo, estresse, gravidez e amamentação.
A investigação inicial inclui dosagem de prolactina, TSH (para hipotireoidismo), teste de gravidez, exame físico da mama e, se necessário, exames de imagem como mamografia e ultrassonografia, além de ressonância magnética da sela túrcica se prolactina elevada.
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