IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025
Mulher, 42 anos, solteira, cabeleireira, procura atendimento médico ambulatorial referindo descarga papilar bilateral espontânea. Atraso menstrual há 5 meses. Nega fogachos ou outros sintomas climatéricos. Nega atrasos menstruais anteriormente. βhCG negativo da última semana. G3P3, sendo o último parto há 6 anos. Nega uso de medicações regulares. Ao exame: bom estado geral, hidratada, eupneica, afebril. Ausência de acne ou hirsutismo. Exame das mamas evidenciou descarga papilar multiductal, bilateral com coloração branca. Exame abdominal sem alterações. Vulva e vagina com trofismo diminuído. Qual a conduta diagnóstica?
Descarga papilar bilateral + amenorreia → investigar causas hormonais: prolactina, TSH, FSH.
A descarga papilar bilateral e espontânea, associada à amenorreia, sugere uma causa sistêmica, frequentemente hormonal. A investigação inicial deve incluir a dosagem de prolactina (para hiperprolactinemia), TSH (para disfunção tireoidiana) e FSH (para avaliar a função ovariana e possível menopausa ou insuficiência ovariana).
O manejo da galactorreia e amenorreia envolve tratar a causa subjacente. Se for hiperprolactinemia, agonistas dopaminérgicos são a primeira linha. Em casos de hipotireoidismo, a reposição hormonal com levotiroxina é indicada. A identificação precoce da causa é fundamental para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida da paciente, especialmente em relação à fertilidade e saúde óssea.
As principais causas de descarga papilar bilateral incluem hiperprolactinemia (por adenoma hipofisário, uso de medicamentos, hipotireoidismo), disfunção tireoidiana e uso de certos fármacos. Raramente, pode ser idiopática.
A dosagem de TSH é crucial porque o hipotireoidismo primário pode levar ao aumento do TRH (hormônio liberador de tireotrofina), que por sua vez estimula a liberação de prolactina pela hipófise, causando galactorreia.
A hiperprolactinemia, uma causa comum de descarga papilar (galactorreia), pode inibir a secreção de GnRH, resultando em hipogonadismo hipogonadotrófico, que se manifesta clinicamente como amenorreia e trofismo vaginal diminuído.
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