UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Paciente procura mastologista com queixa de descarga papilar. No exame das mamas fica evidente que se trata de fluxo benigno porque o mesmo é:
Descarga papilar benigna = multiductal + bilateral.
A descarga papilar benigna é tipicamente multiductal e bilateral, muitas vezes associada a alterações hormonais ou uso de medicamentos. Já a descarga patológica costuma ser unilateral, uniductal, espontânea, persistente e sanguinolenta ou serosa, exigindo investigação.
A descarga papilar é uma queixa comum na mastologia, e sua correta avaliação é fundamental para diferenciar condições benignas de malignas. A epidemiologia mostra que a maioria das descargas é benigna, mas a identificação das características patológicas é crucial para o rastreamento de câncer de mama. É importante para a prática clínica e para provas de residência médica. A fisiopatologia da descarga benigna geralmente envolve alterações hormonais, como hiperprolactinemia, ou processos inflamatórios/degenerativos dos ductos mamários. O diagnóstico diferencial é guiado pelas características clínicas da secreção (cor, consistência, uni/multiductal, uni/bilateral, espontânea ou à expressão) e complementado por exames de imagem como ultrassonografia e mamografia, além de citologia da secreção. O tratamento da descarga papilar benigna é direcionado à causa subjacente, se identificada, e pode incluir observação ou manejo medicamentoso. O prognóstico é excelente para as causas benignas, mas a vigilância é sempre recomendada. Para residentes, dominar a semiologia da descarga papilar é um ponto chave.
A descarga papilar benigna é tipicamente multiductal, bilateral e pode ser de diversas cores, como leitosa, esverdeada ou amarelada, geralmente não espontânea e à expressão.
Suspeite de descarga patológica se for unilateral, uniductal, espontânea, persistente, clara ou sanguinolenta, especialmente se associada a massa palpável ou alterações cutâneas.
As causas comuns incluem ectasia ductal, papiloma intraductal (que pode ser benigno mas requer investigação), alterações fibrocísticas, uso de medicamentos (ex: psicotrópicos) e hiperprolactinemia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo