IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma paciente de 45 anos relata descarga mamilar. Em face disso, deve-se prosseguir a investigação quando essa descarga for:
Descarga mamilar patológica → uniductal, espontânea, sanguinolenta/serosa, unilateral. Exige investigação.
A descarga mamilar patológica, caracterizada por ser uniductal, espontânea, unilateral e de aspecto sanguinolento ou seroso, exige investigação aprofundada para excluir malignidade, como papiloma intraductal ou carcinoma. Descargas bilaterais, multiductais ou leitosas (galactorreia) geralmente têm causas benignas.
A descarga mamilar é uma queixa comum na prática clínica, sendo crucial distinguir entre causas fisiológicas e patológicas. A descarga patológica, que requer investigação imediata, é tipicamente uniductal, espontânea, unilateral, persistente e de aspecto sanguinolento, seroso ou aquoso. Sua importância reside no potencial de ser um sintoma de condições benignas como papiloma intraductal ou ectasia ductal, mas também de malignidades como carcinoma ductal. A fisiopatologia da descarga patológica geralmente envolve proliferação epitelial nos ductos mamários ou processos inflamatórios. O diagnóstico diferencial é amplo, mas a caracterização da descarga (cor, consistência, uni/multiductal, espontânea/à expressão) é o primeiro passo. A investigação inclui exame físico detalhado, mamografia bilateral e ultrassonografia mamária. Em casos de suspeita, a ductografia pode ser útil para localizar a lesão intraductal, e a biópsia é fundamental para o diagnóstico definitivo. O tratamento depende da causa subjacente. Para papilomas intraductais sintomáticos, a excisão cirúrgica do ducto afetado é o padrão. Em casos de malignidade, o manejo segue os protocolos oncológicos. É fundamental que residentes e estudantes de medicina compreendam a semiologia e o algoritmo de investigação para garantir um diagnóstico precoce e um manejo adequado, evitando atrasos que possam comprometer o prognóstico.
Os sinais de alerta incluem descarga uniductal, espontânea, unilateral, persistente e de aspecto sanguinolento, seroso ou aquoso. A presença de massa associada também é um sinal importante.
A conduta inicial envolve anamnese detalhada, exame físico da mama, mamografia bilateral e ultrassonografia mamária. Em casos selecionados, pode-se indicar ductografia ou biópsia.
As principais causas de descarga mamilar sanguinolenta são papiloma intraductal (a mais comum), ectasia ductal e, menos frequentemente, carcinoma ductal in situ ou invasivo.
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