HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Durante o parto, a cardiotocografia mostra desacelerações variáveis recorrentes, sugestivas de compressão do cordão umbilical. Qual é a manobra inicial recomendada para aliviar a compressão?
Desacelerações variáveis (DIP umbilical) na cardiotocografia → Sugerem compressão do cordão → Primeira manobra: mudança de decúbito materno.
Desacelerações variáveis são quedas abruptas na frequência cardíaca fetal, com formato em 'V' ou 'U', causadas pela compressão do cordão umbilical. A mudança de decúbito materno, especialmente para o lateral esquerdo, é a primeira medida para aliviar a pressão sobre o cordão.
A cardiotocografia (CTG) é um método fundamental para a avaliação do bem-estar fetal durante o trabalho de parto, monitorando a frequência cardíaca fetal (FCF) e as contrações uterinas. A interpretação correta dos padrões da CTG é crucial para a tomada de decisões e para a prevenção de desfechos perinatais adversos. As desacelerações variáveis (ou DIP umbilical) são o tipo mais comum de desaceleração da FCF durante o parto. São causadas pela compressão transitória do cordão umbilical, que leva a uma resposta vagal reflexa que diminui a FCF. Caracterizam-se por uma queda abrupta e retorno rápido à linha de base, com morfologia em 'V' ou 'U'. Ao identificar desacelerações variáveis recorrentes, a equipe deve iniciar prontamente as manobras de ressuscitação intrauterina. A primeira medida é o reposicionamento materno, geralmente para o decúbito lateral, para deslocar o feto e aliviar a pressão sobre o cordão. Outras medidas incluem a suspensão da ocitocina e a administração de oxigênio à mãe. Se as desacelerações persistirem, pode ser necessária a resolução do parto.
É uma queda abrupta (início ao nadir < 30 segundos) na frequência cardíaca fetal de pelo menos 15 bpm, durando entre 15 segundos e 2 minutos. Sua forma é tipicamente em 'V' ou 'U' e sua ocorrência tem relação variável com as contrações.
A conduta inicial é a mudança de decúbito materno (preferencialmente lateral esquerdo), seguida por suspensão de ocitocina (se em uso) e administração de oxigênio suplementar para a mãe. O objetivo é aliviar a compressão do cordão.
Desacelerações variáveis são abruptas e causadas por compressão do cordão. Desacelerações tardias (DIP II) são graduais, com nadir após o pico da contração, indicando insuficiência uteroplacentária, um sinal mais preocupante de hipóxia fetal.
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