Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023
Primigesta, previamente hígida, 39 semanas de gestação, encontra-se internada para acompanhamento do trabalho de parto. Ao exame: 3 contrações fortes em 10 minutos com desaceleração dos batimentos fetais próximos às contrações. Ao toque: colo médio, amolecido, prévio para 7 cm, apresentação cefálica em variedade OEA. Cardiotocografia: batimento cardíaco fetal com linha de base em 150 bpm e quedas simétricas da frequência cardíaca fetal para 130 a 134 bpm, com nadir cerca de 30 segundos após cada uma das contrações e posterior retorno à linha de base. Sobre este resultado, é correto afirmar que:
Desacelerações tardias = nadir após pico da contração → insuficiência uteroplacentária → hipóxia/acidose fetal.
Desacelerações tardias na cardiotocografia são caracterizadas pela queda da frequência cardíaca fetal que começa após o pico da contração uterina e retorna à linha de base após o término da contração. Este padrão é preocupante, pois indica insuficiência uteroplacentária e está associado a hipóxia e acidose metabólica fetal.
A cardiotocografia é uma ferramenta essencial para o monitoramento do bem-estar fetal durante o trabalho de parto. A interpretação dos padrões da frequência cardíaca fetal (FCF) é crucial para identificar sinais de sofrimento fetal e guiar a conduta obstétrica. As desacelerações tardias são um padrão preocupante, caracterizadas por uma queda gradual da FCF que se inicia após o pico da contração uterina e retorna à linha de base após o término da contração. Este padrão reflete uma resposta fetal à hipóxia miocárdica e acidose, geralmente causada por insuficiência uteroplacentária, onde o fluxo sanguíneo para o feto é comprometido durante as contrações. A presença de desacelerações tardias requer avaliação imediata e intervenções para melhorar a oxigenação fetal, como mudança de decúbito materno, oxigenoterapia, hidratação e, se persistentes ou associadas a outros sinais de sofrimento, pode indicar a necessidade de interrupção da gestação. É fundamental diferenciá-las das desacelerações precoces (benignas, por compressão cefálica) e variáveis (associadas à compressão do cordão).
Desacelerações tardias são quedas da frequência cardíaca fetal que começam após o pico da contração uterina e retornam à linha de base após o término da contração.
Elas indicam insuficiência uteroplacentária, o que pode levar à hipóxia e acidose metabólica fetal, exigindo avaliação e possível intervenção.
Desacelerações precoces espelham a contração (início e fim coincidentes), são benignas e causadas por compressão cefálica. Desacelerações tardias ocorrem após o pico da contração e indicam hipóxia.
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