INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
Ao realizar a cardiotocografia durante o trabalho de parto, foram observadas desacelerações tardias persistindo após o término das contrações. Esta alteração é secundária à:
Desaceleração tardia na CTG → insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal.
Desacelerações tardias indicam hipóxia fetal devido à insuficiência uteroplacentária, onde o fluxo sanguíneo para o feto é comprometido durante e após as contrações, refletindo uma estase de sangue no espaço interviloso. Este padrão é preocupante e requer avaliação imediata.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na monitorização fetal durante o trabalho de parto, avaliando a frequência cardíaca fetal (FCF) em relação às contrações uterinas. As desacelerações tardias são um achado crítico, indicando um padrão de sofrimento fetal e insuficiência uteroplacentária. Sua identificação precoce é vital para a tomada de decisões clínicas, visando a segurança materno-fetal. Fisiologicamente, as desacelerações tardias ocorrem devido à estase de sangue no espaço interviloso, resultando em hipóxia fetal. Durante a contração uterina, o fluxo sanguíneo para a placenta é reduzido; se a reserva placentária já estiver comprometida, o feto não consegue compensar, levando à queda da FCF que persiste após a contração. Este mecanismo reflete uma falha na troca gasosa placentária. O manejo de desacelerações tardias envolve medidas para melhorar a oxigenação fetal, como mudança de decúbito materno, hidratação e oxigenoterapia. Se persistentes e associadas a outros sinais de sofrimento fetal, pode ser indicada a interrupção da gestação, geralmente por cesariana, para prevenir danos neurológicos ou óbito fetal, sendo uma emergência obstétrica.
Existem três tipos principais de desacelerações: precoces (benignas, associadas à compressão cefálica), variáveis (associadas à compressão de cordão umbilical) e tardias (indicativas de insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal).
Elas indicam comprometimento da oxigenação fetal devido à insuficiência da placenta, levando à hipóxia e acidose fetal. Este padrão é um sinal de sofrimento fetal e pode exigir intervenção imediata para prevenir danos neurológicos ou óbito fetal.
As desacelerações tardias começam após o pico da contração uterina e persistem após seu término, com recuperação lenta da frequência cardíaca fetal. Diferem das precoces (simétricas à contração) e das variáveis (início, forma e duração irregulares).
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