Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
Durante o trabalho de parto, o monitoramento fetal indica desacelerações tardias. Qual ação é mais crítica?
Desacelerações tardias (DIP II) na cardiotocografia = insuficiência uteroplacentária → primeira medida é a reanimação intrauterina, iniciando com mudança de decúbito materno.
Desacelerações tardias indicam hipóxia fetal por insuficiência uteroplacentária. A ação inicial mais crítica é tentar reverter a causa, e a mudança de posição da mãe para o decúbito lateral esquerdo é a manobra mais simples e eficaz para aliviar a compressão aortocava, melhorando o fluxo sanguíneo para o útero e a placenta.
O monitoramento eletrônico da frequência cardíaca fetal (FCF) durante o trabalho de parto é uma ferramenta essencial para avaliar o bem-estar fetal e detectar sinais de hipóxia. A interpretação correta dos padrões da FCF, especialmente das desacelerações, é crucial para a tomada de decisão clínica. As desacelerações são quedas transitórias na FCF e são classificadas com base em sua relação com as contrações uterinas. As desacelerações tardias (ou DIP II) são um padrão ominoso, caracterizado por uma queda gradual da FCF que se inicia após o pico da contração e retorna à linha de base após o seu término. Este padrão indica insuficiência uteroplacentária, ou seja, uma falha na entrega de oxigênio da placenta para o feto durante a contração uterina. As causas podem incluir hipotensão materna, hipertonia uterina (taquissistolia), pré-eclâmpsia grave ou insuficiência placentária crônica. Diante de desacelerações tardias, a prioridade é iniciar imediatamente as medidas de reanimação intrauterina para melhorar a oxigenação fetal. A ação mais crítica e inicial é a mudança de posição materna, geralmente para o decúbito lateral esquerdo. Esta manobra simples pode aliviar a compressão do útero sobre a veia cava inferior e a aorta, melhorando o retorno venoso materno, o débito cardíaco e, consequentemente, o fluxo sanguíneo para a placenta. Outras medidas, como oxigenoterapia e hidratação, são coadjuvantes. A cesariana de emergência é reservada para casos em que o padrão não melhora com essas manobras.
É uma diminuição gradual e simétrica da frequência cardíaca fetal (FCF) que começa após o pico da contração uterina e retorna à linha de base após o término da contração. O nadir da desaceleração ocorre após o pico da contração, indicando uma resposta tardia à hipóxia.
As medidas incluem: 1) Mudança de decúbito materno (preferencialmente lateral esquerdo); 2) Suspensão de ocitocina, se em uso; 3) Administração de oxigênio suplementar à mãe (10 L/min com máscara); 4) Hidratação intravenosa rápida; e 5) Se houver taquissistolia, pode-se usar um tocolítico de curta ação.
Desacelerações tardias são uniformes, graduais e refletem insuficiência uteroplacentária. Desacelerações variáveis são abruptas, de formato irregular (em 'V' ou 'U') e refletem compressão do cordão umbilical. O manejo inicial pode ser semelhante, mas a etiologia é distinta.
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