CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Gestante 40 semanas em trabalho de parto e uso de ocitocina venosa 10mUI/min com 39 semanas. Apresenta desacelerações tardias no traçado de cardiotocografia e atividade uterina de 8 contrações em 10 minutos de 50 segundos.Qual a conduta deve ser adotada inicialmente:
Desacelerações tardias + hiperestimulação uterina (taquissistolia) com ocitocina → Descontinuar ocitocina e iniciar medidas de reanimação intrauterina.
Desacelerações tardias na cardiotocografia, especialmente em contexto de hiperestimulação uterina (taquissistolia, >5 contrações em 10 min) induzida por ocitocina, indicam sofrimento fetal agudo por insuficiência uteroplacentária. A conduta inicial é interromper a ocitocina para reduzir a atividade uterina e melhorar a oxigenação fetal.
A monitorização fetal intraparto, através da cardiotocografia, é essencial para identificar sinais de sofrimento fetal. Desacelerações tardias são um achado preocupante, indicando hipóxia fetal devido à insuficiência uteroplacentária. No contexto de uma gestante em trabalho de parto sob uso de ocitocina, a ocorrência de desacelerações tardias, associada a uma atividade uterina de 8 contrações em 10 minutos (caracterizando taquissistolia ou hiperestimulação uterina), aponta para uma resposta adversa à ocitocina. A ocitocina, embora útil para indução ou condução do trabalho de parto, pode levar à hiperestimulação uterina, comprometendo o fluxo sanguíneo para o espaço interviloso e, consequentemente, a oxigenação fetal. As desacelerações tardias são a manifestação da hipóxia fetal nesse cenário. A conduta inicial e mais imediata para reverter essa situação é descontinuar a infusão de ocitocina. Essa medida visa reduzir a frequência e intensidade das contrações, permitindo uma melhor perfusão placentária e oxigenação fetal. Outras medidas de reanimação intrauterina incluem mudança de decúbito materno (para o lado esquerdo), oferta de oxigênio e hidratação venosa. A indicação de cesariana seria uma etapa posterior, caso as medidas iniciais não resultem na melhora do padrão da cardiotocografia.
As desacelerações tardias indicam insuficiência uteroplacentária, ou seja, uma diminuição do fluxo sanguíneo para o feto durante e após a contração uterina, levando à hipóxia fetal.
Hiperestimulação uterina é definida como mais de 5 contrações em 10 minutos, ou contrações com duração excessiva (>90 segundos), ou contrações muito intensas, ou com tônus basal elevado, com ou sem alterações da frequência cardíaca fetal.
As medidas incluem descontinuar ocitocina, mudar decúbito materno (lateral esquerdo), ofertar oxigênio por máscara, hidratação venosa e, se persistir, considerar tocolíticos ou interrupção da gestação.
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