SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2015
Paciente encontra-se em trabalho de parto no curso da 40ª semana de gestação, apresentando 4 contrações uterinas em 10 minutos, dilatação de 9 cm, apresentação cefálica fletida com o diâmetro biparietal no terceiro plano de Hodge, variedade de posição OEA (occipto-esquerda-anterior) bolsa amniótica rota há 60 minutos e líquido amniótico é claro e com grumos. A fcf (frequência cardíaca fetal) é de 150bpm e durante a contração uterina é percebida queda da fcf para 138 bcf, retornando a 150bcf antes de findar a contração. Do exposto, qual conduta tomar?
Desaceleração precoce FCF = espelhamento da contração, sem sofrimento fetal; continuar assistência ao parto.
A queda da FCF que 'espelha' a contração uterina, retornando à linha de base antes do término da contração, é característica de uma desaceleração precoce. Este padrão é benigno, associado à compressão cefálica durante a contração, e não indica sofrimento fetal, permitindo a continuidade do parto.
A monitorização da frequência cardíaca fetal (FCF) durante o trabalho de parto é fundamental para avaliar o bem-estar fetal. A cardiotocografia registra a FCF e as contrações uterinas, permitindo identificar padrões que podem indicar hipóxia fetal. As desacelerações da FCF são classificadas em precoces, variáveis e tardias. As desacelerações precoces são caracterizadas por uma queda gradual e simétrica da FCF, que se inicia e termina aproximadamente ao mesmo tempo que a contração uterina, 'espelhando-a'. A magnitude da queda geralmente não excede 20-30 bpm. A causa mais comum é a compressão da cabeça fetal durante a contração, que estimula o nervo vago e causa bradicardia reflexa. Este padrão é considerado benigno e não está associado a sofrimento fetal. Diante de desacelerações precoces, como as descritas na questão (FCF de 150bpm com queda para 138bpm durante a contração e retorno antes do término), a conduta é continuar a assistência ao parto, pois o feto está bem oxigenado. É crucial diferenciar este padrão das desacelerações variáveis (associadas à compressão do cordão umbilical) e tardias (associadas à insuficiência uteroplacentária), que podem indicar sofrimento fetal e exigir intervenção.
Uma desaceleração precoce é uma queda gradual e simétrica da FCF que se inicia e termina aproximadamente ao mesmo tempo que a contração uterina, 'espelhando-a'.
São causadas pela compressão da cabeça fetal durante a contração uterina, que estimula o nervo vago e provoca uma bradicardia reflexa, sendo um achado benigno.
Desacelerações variáveis (abruptas, não relacionadas à contração) e tardias (início após o pico da contração, recuperação lenta) são os padrões que podem indicar sofrimento fetal e exigem atenção.
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