Cardiotocografia: Entenda as Desacelerações Precoces

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022

Enunciado

Analise a cardiotocografia na figura abaixo, segundo os parâmetros técnicos descritos:Velocidade da realização do exame: 1cm/minuto.Batimento cardíaco fetal (bpm) mínimo registrado na figura: 60 bpm.Batimento cardíaco fetal (bpm) máximo registrado na figura: 200 bpm.Variação do bpm registrada na figura: 20 bpm.Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Trata-se de hipóxia fetal, sugerindo sofrimento fetal agudo.
  2. B) Observa-se uma síndrome de hiperestimulação uterina.
  3. C) Sugere-se compressão do cordão umbilical, com desaceleração de bom prognóstico.
  4. D) É provável uma compressão do polo cefálico, mediada pelo nervo vago.
  5. E) Sugere-se compressão do cordão umbilical, com desaceleração de prognóstico ruim.

Pérola Clínica

Desacelerações precoces = compressão cefálica, mediada pelo vago, benigna, espelha contração.

Resumo-Chave

As desacelerações precoces na cardiotocografia são caracterizadas por uma queda gradual e simétrica da frequência cardíaca fetal, que espelha a contração uterina. Elas são causadas pela compressão do polo cefálico fetal durante a contração, ativando o nervo vago e resultando em bradicardia reflexa, sendo consideradas um achado benigno.

Contexto Educacional

A cardiotocografia é uma ferramenta essencial na monitorização fetal intraparto, permitindo a avaliação da vitalidade fetal através da análise da frequência cardíaca fetal (FCF) e da atividade uterina. A interpretação correta dos padrões da FCF, incluindo a linha de base, variabilidade, acelerações e desacelerações, é crucial para identificar sinais de bem-estar ou sofrimento fetal. As desacelerações são quedas transitórias na FCF e sua classificação é fundamental para a conduta obstétrica. As desacelerações precoces são um padrão específico da cardiotocografia, caracterizadas por serem simétricas e espelharem a contração uterina. Elas são um reflexo da compressão do polo cefálico fetal durante a contração, que leva à estimulação vagal e, consequentemente, à diminuição da frequência cardíaca. Este é um mecanismo fisiológico e, portanto, as desacelerações precoces são consideradas benignas, não indicando hipóxia ou acidose fetal. O reconhecimento e a diferenciação das desacelerações precoces de outros tipos, como as tardias (associadas à insuficiência uteroplacentária e hipóxia) e as variáveis (associadas à compressão do cordão umbilical), são de suma importância para o residente. A presença de desacelerações precoces isoladas, com boa variabilidade e ausência de outros achados preocupantes, geralmente não requer intervenção e o trabalho de parto pode prosseguir normalmente, indicando um bom prognóstico fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são as características das desacelerações precoces na cardiotocografia?

As desacelerações precoces são quedas graduais e simétricas da frequência cardíaca fetal, que ocorrem simultaneamente com as contrações uterinas. O nadir da desaceleração coincide com o pico da contração, e a recuperação da frequência cardíaca ocorre com o término da contração.

Qual a causa das desacelerações precoces e seu significado clínico?

São causadas pela compressão do polo cefálico fetal durante a contração uterina, o que estimula o nervo vago e provoca uma bradicardia reflexa. Clinicamente, são consideradas um achado benigno e não indicam sofrimento fetal, sendo um sinal fisiológico da progressão do trabalho de parto.

Como diferenciar desacelerações precoces de outros tipos de desacelerações?

Diferenciam-se das desacelerações tardias (que começam após o pico da contração e terminam após o fim dela, indicando hipóxia) e das variáveis (que têm formato e tempo irregulares, associadas à compressão do cordão). As precoces são simétricas e espelham a contração.

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