SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
A cardiotocografia anteparto é uma ferramenta crítica na avaliação do bem-estar fetal, utilizada para identificar potenciais alterações na Frequência Cardíaca Fetal (FCF) em situações de risco obstétrico. Sobre os parâmetros utilizados na análise e interpretação do respectivo exame, avalie-as seguintes afirmações e assinale a alternativa CORRETA.
Desacelerações precoces na cardiotocografia → associadas à compressão cefálica, são benignas e NÃO indicam hipoxia fetal.
As desacelerações precoces na cardiotocografia são um achado benigno, caracterizadas por uma queda gradual e simétrica da Frequência Cardíaca Fetal (FCF) que coincide com o pico da contração uterina. Elas são causadas pela compressão do polo cefálico fetal durante a contração e não estão associadas à hipoxia ou acidose fetal, não requerendo intervenção imediata.
A cardiotocografia anteparto é uma ferramenta não invasiva crucial na avaliação do bem-estar fetal, especialmente em gestações de alto risco. Ela monitora a Frequência Cardíaca Fetal (FCF) e as contrações uterinas, permitindo identificar padrões que podem indicar hipoxia ou sofrimento fetal. A interpretação correta dos parâmetros da cardiotocografia é fundamental para a tomada de decisões clínicas e para a prevenção de desfechos adversos. Os principais parâmetros analisados incluem a FCF basal, a variabilidade (ausente, mínima, moderada, acentuada), a presença de acelerações e a presença e tipo de desacelerações (precoces, tardias, variáveis). Um traçado reativo, com FCF basal normal, variabilidade moderada e acelerações, é um forte indicador de bem-estar fetal. A ausência de variabilidade moderada, por outro lado, pode ser um sinal de preocupação, embora possa ser fisiológica durante os ciclos de sono fetal. As desacelerações precoces são um padrão específico de queda da FCF que ocorre simultaneamente com a contração uterina, com o nadir da desaceleração coincidindo com o pico da contração. Elas são consideradas benignas e são atribuídas à compressão do polo cefálico fetal, que estimula o nervo vago e causa bradicardia reflexa. Diferentemente das desacelerações tardias (associadas à insuficiência placentária) ou variáveis (associadas à compressão do cordão umbilical), as desacelerações precoces não indicam hipoxia fetal e geralmente não requerem intervenção. A classificação em categorias (I, II, III) é amplamente utilizada para padronizar a interpretação do traçado, tanto no período anteparto quanto intraparto.
Um traçado é considerado reativo quando apresenta uma FCF basal normal (110-160 bpm), variabilidade moderada (6-25 bpm) e, no mínimo, duas acelerações da FCF com amplitude ≥ 15 bpm e duração ≥ 15 segundos em um período de 20 minutos.
As desacelerações precoces são simétricas e o nadir coincide com o pico da contração uterina, enquanto as desacelerações tardias têm seu nadir após o pico da contração e indicam insuficiência placentária.
A variabilidade da FCF reflete a interação entre os sistemas nervoso simpático e parassimpático e é um dos indicadores mais importantes do bem-estar fetal. A variabilidade moderada é um sinal de boa oxigenação e função neurológica fetal.
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