UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
G.A.Z, 29 anos, G2P1A0, vem para maternidade com 40 semanas de gestação para indução do trabalho de parto. O exame cervical mostra um colo com 2 cm de dilatação, anterior, firme, 50% apagado e na altura de -1 de DeLee. Ela recebe medicação para maturação cervical e é colocada em monitorização fetal com cardiotocografia, conforme a imagem seguinte. Após algumas horas de indução do parto, o traçado da monitorização fetal é
Desacelerações precoces na cardiotocografia → compressão da cabeça fetal, mediada pelo nervo vago, geralmente benigna.
As desacelerações precoces são caracterizadas por uma queda gradual e simétrica da FCF, que coincide com o pico da contração uterina. Elas são um reflexo vagal à compressão da cabeça fetal, indicando maturidade e não sofrimento fetal, e geralmente não requerem intervenção.
A cardiotocografia (CTG) é uma ferramenta essencial na monitorização fetal intraparto, permitindo a avaliação contínua da frequência cardíaca fetal (FCF) e da atividade uterina. A interpretação correta dos padrões da CTG é crucial para identificar o bem-estar fetal e detectar possíveis sinais de hipóxia ou sofrimento. As desacelerações precoces são um dos padrões que os residentes devem dominar, pois sua compreensão evita intervenções desnecessárias e garante a segurança materno-fetal. As desacelerações precoces são um reflexo vagal à compressão da cabeça fetal durante as contrações uterinas. Essa compressão aumenta a pressão intracraniana, ativando barorreceptores e quimiorreceptores que, via nervo vago, diminuem a FCF. É um mecanismo fisiológico de adaptação do feto ao trabalho de parto, indicando que a cabeça está bem encaixada e sofrendo as pressões do canal de parto. Diferenciá-las de outros tipos de desacelerações é fundamental para o manejo adequado. O prognóstico fetal na presença de desacelerações precoces isoladas é excelente, e não há necessidade de intervenção. O foco deve ser na monitorização contínua do trabalho de parto e na avaliação de outros parâmetros da CTG, como variabilidade e presença de acelerações. A identificação precoce e correta deste padrão permite que a equipe médica tranquilize a paciente e prossiga com o manejo expectante do parto vaginal.
As desacelerações precoces são quedas graduais e simétricas da frequência cardíaca fetal (FCF), que se iniciam e terminam aproximadamente ao mesmo tempo que as contrações uterinas, com o nadir da desaceleração coincidindo com o pico da contração.
Elas são causadas pela compressão da cabeça fetal durante a contração uterina, o que estimula o nervo vago fetal. Essa estimulação vagal resulta em uma bradicardia reflexa, que é um evento fisiológico e geralmente benigno.
Não, as desacelerações precoces geralmente não indicam sofrimento fetal e não requerem intervenção. Elas são consideradas um achado normal e tranquilizador durante o trabalho de parto, refletindo a adaptação fisiológica do feto às contrações.
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