SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Gestante, 25 anos, G1P0A0, com idade gestacional de 37 semanas, chega na admissão do HPM, queixando-se de fortes dores tipo cólica. Ao exame: abdome gravídico, tônus normal, com atividade uterina de 4 contrações de 45 segundos em 10 minutos. BCF = 170 bpm , irregular. Toque: colo 100% apagado, 6 cm de dilatação, bolsa íntegra. Ainda na admissão, a paciente foi colocada na cardiotocografia, onde foi observado quedas periódicas da frequência cardíaca fetal, com máximo de queda e recuperação retardados, respectivamente em relação ao início, pico e fim da contração uterina. Qual o tipo de DIP observado?
DIP Tardio = queda BCF após pico da contração, recuperação lenta. Sinal de insuficiência uteroplacentária.
O DIP tardio é caracterizado por quedas da FCF que se iniciam após o pico da contração uterina e se recuperam lentamente, indicando insuficiência uteroplacentária e sofrimento fetal.
A cardiotocografia é uma ferramenta fundamental na avaliação do bem-estar fetal durante o trabalho de parto e no pré-parto. A análise dos padrões da frequência cardíaca fetal (FCF) em relação às contrações uterinas permite identificar sinais de sofrimento fetal e guiar a conduta obstétrica. As desacelerações tardias (DIPs tardios) são um padrão preocupante, caracterizadas por uma queda da FCF que começa após o pico da contração uterina e se resolve lentamente, retornando à linha de base somente após o término da contração. Este padrão é um indicativo de insuficiência uteroplacentária, onde o feto não consegue compensar a redução do fluxo sanguíneo durante a contração, resultando em hipóxia. A identificação precoce do DIP tardio é crucial para a tomada de decisão clínica, que pode incluir a correção de fatores maternos (como hipotensão), redução da atividade uterina ou, em casos persistentes, a interrupção da gestação para evitar danos fetais. Residentes devem dominar a interpretação da cardiotocografia para garantir a segurança materno-fetal.
O DIP tardio é caracterizado por uma desaceleração da frequência cardíaca fetal que se inicia após o pico da contração uterina e se recupera lentamente, retornando à linha de base após o término da contração.
O DIP tardio é um sinal de insuficiência uteroplacentária, indicando hipóxia fetal. É um padrão preocupante que pode levar a sofrimento fetal e requer avaliação e intervenção imediatas.
As causas incluem hipotensão materna, hiperestimulação uterina, pré-eclâmpsia, diabetes mellitus, descolamento prematuro de placenta e outras condições que comprometem o fluxo sanguíneo uteroplacentário.
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