SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
Paciente primigesta de risco habitual deu entrada na maternidade em trabalho de parto. Encontra-se acomodada no seu leito de pré-parto e, no momento da avaliação, apresenta dilatação completa e apresentação fetal em plano positivo de DeLee. Na ausculta intermitente, observa-se uma frequência cardíaca fetal de 132 batimentos por minuto com boa variabilidade antes da contração e, durante a contração, há uma queda da frequência cardíaca por 30 segundos para 110 batimentos por minuto, com rápida recuperação para padrão inicial. Avaliando o quadro clínico descrito, o mais provável é que essa ausculta seja compatível com: Avaliando o quadro clínico descrito, o mais provável é que essa ausculta seja compatível com:
Desaceleração 'espelho' da contração (início e fim juntos) = DIP I (Cefálico).
A desaceleração precoce (DIP I) é causada pela compressão da cabeça fetal, resultando em resposta vagal; é um achado benigno que não indica hipóxia.
Durante o segundo estágio do trabalho de parto (expulsivo), a compressão da calota craniana fetal pelo canal de parto ou pelo períneo é comum. Esse estímulo mecânico ativa o nervo vago, levando a uma redução transitória da frequência cardíaca fetal que mimetiza o desenho da contração uterina. Na ausculta intermitente, a percepção de uma queda leve que se recupera rapidamente assim que a contração termina, especialmente em uma paciente com dilatação completa e apresentação em planos baixos (+2 ou +3 de DeLee), é fortemente sugestiva de DIP precoce. Por ser um fenômeno fisiológico e reflexo, não está associado a acidose fetal ou baixos índices de Apgar, sendo considerada uma alteração de Categoria I (normal) na classificação da cardiotocografia.
A DIP I é uma queda gradual da FCF cujo nadir (ponto mais baixo) coincide com o pico da contração uterina. O início e o retorno à linha de base ocorrem simultaneamente ao início e fim da contração, criando uma imagem em 'espelho'. É causada por reflexo vagal devido à compressão da cabeça fetal no canal de parto.
Enquanto a DIP I é síncrona com a contração e benigna, a DIP II (tardia) ocorre após o pico da contração (decalagem) e indica insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal. A DIP I não requer intervenção, enquanto a DIP II exige avaliação imediata e possíveis medidas de ressuscitação intrauterina.
As desacelerações variáveis (DIP III) têm queda e recuperação abruptas, sem relação fixa com as contrações. São causadas por compressão de cordão umbilical. Podem ser classificadas em simples (benignas) ou complexas (sugerindo hipóxia se persistentes ou com perda de variabilidade).
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