SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Um paciente comparece ao pronto atendimento com dispneia, tosse, dor torácica pleurítica e febre baixa, após queda na rua ocorrida há uma semana, em que houve trauma torácico. Na ocasião, foram realizados raios X de tórax.Considerando a análise da imagem, assinale a alternativa que indica o tratamento para o alívio dos sintomas relatados no referido caso hipotético.
Trauma torácico + dispneia/dor pleurítica tardia + febre → suspeitar derrame pleural/empiema → drenagem torácica.
Sintomas respiratórios persistentes ou tardios após trauma torácico, como dispneia e dor pleurítica, associados a febre, devem levantar a suspeita de complicações pleurais como hemotórax tardio ou empiema. A drenagem torácica fechada é frequentemente o tratamento definitivo para aliviar os sintomas e resolver a coleção.
O trauma torácico é uma causa comum de morbimortalidade, e suas complicações podem se manifestar de forma tardia. O derrame pleural pós-trauma, seja por hemotórax residual ou empiema, é uma condição que exige atenção, especialmente quando há sintomas respiratórios persistentes e febre baixa, indicando uma possível infecção ou coleção significativa. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar desfechos adversos. A fisiopatologia envolve a persistência de sangue no espaço pleural (hemotórax) que pode se infectar e evoluir para empiema, ou a formação de um derrame inflamatório. O diagnóstico é baseado na clínica, exames de imagem como radiografia e tomografia de tórax, e, muitas vezes, na toracocentese diagnóstica. A suspeita deve ser alta em pacientes com história de trauma torácico recente que desenvolvem dispneia, dor pleurítica e febre. O tratamento para derrame pleural significativo ou empiema é a drenagem torácica fechada, que permite a remoção do líquido, a expansão pulmonar e o alívio dos sintomas. Em casos de empiema, a antibioticoterapia adequada é fundamental. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo um ponto de atenção para residentes na prática de emergência e cirurgia.
Os sinais e sintomas incluem dispneia, dor torácica pleurítica, tosse e, em casos de infecção, febre. Podem surgir dias ou semanas após o trauma inicial.
A drenagem torácica é essencial para remover o líquido (sangue, pus) do espaço pleural, aliviar a compressão pulmonar, melhorar a respiração e prevenir complicações como o empiema.
Complicações tardias incluem derrame pleural (hemotórax residual, empiema), pneumotórax persistente, fístula broncopleural e dor crônica na parede torácica.
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