SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020
A anamnese e o exame físico apurados desempenham um papel importante na elucidação diagnóstica em mais de 70% dos casos de dispneia. Na avaliação dos quadros clínicos que cursam com dispneia, está correto associar:
Derrame pleural → traqueia desviada contralateral, macicez, MV ↓, ausência de ruídos adventícios.
O derrame pleural volumoso causa desvio da traqueia para o lado oposto devido ao acúmulo de líquido. A macicez à percussão e a diminuição ou abolição do murmúrio vesicular são achados clássicos, refletindo a presença de líquido que impede a transmissão do som e a expansão pulmonar.
A avaliação da dispneia é um desafio comum na prática médica, e a anamnese e o exame físico são pilares fundamentais para o diagnóstico diferencial. O derrame pleural, uma condição caracterizada pelo acúmulo de líquido no espaço pleural, pode ter diversas etiologias, desde infecciosas a neoplásicas, e sua identificação precoce é crucial para o manejo adequado do paciente. A semiologia pulmonar detalhada permite distinguir o derrame pleural de outras causas de dispneia, como pneumotórax ou consolidação, guiando a investigação complementar. No exame físico, o derrame pleural se manifesta por achados específicos. A inspeção pode revelar diminuição da expansibilidade do hemitórax afetado. À palpação, observa-se redução ou abolição do frêmito toracovocal. A percussão é classicamente maciça sobre a área do derrame, e a ausculta revela diminuição ou abolição do murmúrio vesicular. Em derrames volumosos, o desvio da traqueia para o lado contralateral é um sinal importante de compressão mediastinal, indicando a necessidade de intervenção. O diagnóstico definitivo geralmente requer exames de imagem, como radiografia de tórax ou ultrassonografia, e a toracocentese diagnóstica para análise do líquido pleural. O tratamento varia conforme a etiologia e o volume do derrame, podendo incluir drenagem e manejo da doença de base. O conhecimento aprofundado desses sinais é essencial para o residente, pois permite uma abordagem rápida e eficaz em situações de emergência e na rotina clínica.
Os principais sinais incluem diminuição ou abolição do murmúrio vesicular, macicez à percussão, diminuição da expansibilidade torácica e, em casos volumosos, desvio da traqueia para o lado contralateral.
No derrame pleural, há macicez e murmúrio vesicular diminuído/abolido. Na consolidação, também há macicez, mas o murmúrio vesicular pode estar brônquico e há presença de crepitantes inspiratórios finos, além de frêmito toracovocal aumentado.
A traqueia é desviada para o lado oposto em derrames pleurais volumosos devido à pressão exercida pelo acúmulo de líquido no espaço pleural, que empurra o mediastino e as estruturas adjacentes.
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