USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Menino de 4 anos está internado em enfermaria no 7º dia de pós-operatório de uma cirurgia cardíaca para correção de uma comunicação interventricular. Inicia sinais de desconforto respiratório súbito, com queda de saturação para 90%, mesmo em uso de cateter nasal de oxigênio 4 litros/minuto. Refere também dor torácica no lado esquerdo. A radiografia de tórax é apresentada a seguir: Qual é a conduta mais apropriada para este paciente?
Desconforto respiratório súbito + dor torácica + imagem radiográfica = Drenagem torácica.
O cenário de desconforto respiratório súbito e dor torácica em pós-operatório de cirurgia cardíaca, com queda de saturação, sugere uma complicação aguda como derrame pleural volumoso ou pneumotórax. A radiografia de tórax é crucial para confirmar e a drenagem torácica imediata é necessária para aliviar a compressão pulmonar e melhorar a ventilação.
Complicações pulmonares são frequentes no pós-operatório de cirurgias cardíacas pediátricas, e o reconhecimento precoce é crucial para evitar desfechos adversos. O derrame pleural e o pneumotórax são condições que podem levar rapidamente à insuficiência respiratória, especialmente em crianças com reserva pulmonar limitada e que já estão em recuperação de um procedimento invasivo. A apresentação clínica de desconforto respiratório súbito, dor torácica e queda da saturação de oxigênio em um paciente pós-operatório deve levantar alta suspeita para essas condições. A radiografia de tórax é o exame de imagem inicial e essencial para confirmar o diagnóstico e guiar a conduta. A presença de opacificação homogênea com apagamento dos seios costofrênicos (derrame) ou hipertransparência com ausência de trama vascular e desvio mediastinal (pneumotórax) são achados típicos. A drenagem torácica é um procedimento salvador de vidas em casos de derrame pleural volumoso ou pneumotórax com comprometimento hemodinâmico ou respiratório. O manejo adequado envolve a inserção de um dreno torácico no espaço pleural para remover o ar ou líquido acumulado, permitindo a reexpansão pulmonar. A escolha do lado da drenagem é determinada pela localização da patologia na radiografia.
Os sinais incluem desconforto respiratório súbito, taquipneia, dor torácica, queda da saturação de oxigênio, diminuição dos murmúrios vesiculares e macicez à percussão no lado afetado (derrame) ou hipertimpanismo (pneumotórax).
A drenagem torácica é indicada para aliviar a compressão pulmonar causada por um derrame pleural volumoso ou pneumotórax hipertensivo, restaurando a ventilação e oxigenação. Em pós-operatório de cirurgia cardíaca, essas complicações podem ser rapidamente fatais.
As causas incluem sangramento, lesão do ducto torácico (quilotórax), inflamação pós-pericardiotomia, infecção, ou lesão iatrogênica do pulmão ou pleura durante o procedimento, além de atelectasias e edema pulmonar.
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