PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Mulher de 45 anos evolui com adinamia, apatia, palidez cutânea, ascite e derrame pleural à direita. Entre os exames realizados, o TSH (hormônio tireoestimulante) encontra-se seis vezes acima do valor de referência e o T4 livre está diminuído. Em relação à manifestação pleuropulmonar desta paciente, está ERRADO afirmar:
Derrame pleural por hipotireoidismo (mixedema) é transudato, bilateral e reverte com reposição hormonal, sem ADA elevada.
O hipotireoidismo grave pode causar derrame pleural, conhecido como derrame por mixedema. Este derrame é tipicamente um transudato (baixa proteína) e bilateral, resultante do aumento da permeabilidade capilar e diminuição da drenagem linfática. A adenosina deaminase (ADA) elevada no líquido pleural é um marcador de tuberculose, não sendo útil para exclusão de derrame por hipotireoidismo, que não cursa com ADA alta.
O hipotireoidismo é uma condição endócrina comum que pode afetar múltiplos sistemas orgânicos, incluindo o sistema respiratório. As manifestações pleuropulmonares, embora menos frequentes que outros sintomas, podem incluir derrame pleural, dispneia, tosse e hipoventilação. O derrame pleural por mixedema é uma complicação rara, mas reconhecível, do hipotireoidismo grave e prolongado, sendo importante para o diagnóstico diferencial de derrames pleurais de causa desconhecida. A fisiopatologia do derrame pleural no hipotireoidismo envolve o aumento da permeabilidade capilar e a diminuição da drenagem linfática, resultando no acúmulo de líquido rico em proteínas e mucopolissacarídeos no espaço pleural. Caracteristicamente, este derrame é um transudato, com baixa concentração de proteínas no líquido pleural (< 30 g/L ou relação proteína pleural/sérica < 0,5). A paciente pode apresentar outros sinais de hipotireoidismo, como adinamia, apatia, palidez e ascite. O tratamento do derrame pleural por hipotireoidismo é primariamente o tratamento da doença de base, ou seja, a reposição hormonal com levotiroxina. A toracocentese diagnóstica é importante para excluir outras causas, mas a terapêutica raramente é necessária, pois o derrame geralmente regride com a correção do estado tireoidiano. É crucial que os residentes saibam que a ADA elevada é um marcador de tuberculose e não deve ser usada para excluir o diagnóstico de derrame por hipotireoidismo, que não cursa com elevação da ADA.
O derrame pleural no hipotireoidismo, ou derrame por mixedema, é tipicamente um transudato (baixa concentração de proteínas, < 30 g/L), geralmente bilateral, mas pode ser unilateral. É assintomático ou causa dispneia leve e pode estar associado a outros sinais de mixedema, como ascite e edema periférico.
O tratamento da doença de base, ou seja, a reposição hormonal com levotiroxina para corrigir o hipotireoidismo, é geralmente eficaz na resolução do derrame pleural. A melhora é gradual e pode levar semanas ou meses, muitas vezes sem a necessidade de toracocentese terapêutica.
Níveis elevados de ADA no líquido pleural são um forte indicador de tuberculose pleural, com alta sensibilidade e especificidade. No entanto, níveis normais de ADA não excluem completamente a tuberculose e não são úteis para 'excluir' outras causas de derrame, como o hipotireoidismo, que não cursa com ADA elevada.
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