Derrame Pleural Pediátrico: Diagnóstico e Manejo Inicial

HSJC - Hospital São José de Criciúma (SC) — Prova 2017

Enunciado

Paciente com 8 anos de idade apresentando febre há 3 dias, tosse há 5 dias , refere dispneia, apresentando na ausculta pulmonar diminuição de murmúrio vesicular em base e terço médio do pulmão direito. O médico assistente solicita RX de tórax póstero anterior, perfil e decúbito lateral direito, evidenciando consolidação e derrame pleural direito livre cerca de 1,5 cm. Qual é o manejo inicial adequado deste paciente? 

Alternativas

  1. A) Ultrassom de tórax à direita para quantificar derrame pleural, iniciar antibioticoterapia, neste caso ceftriaxona empiricamente até cultura do líquido pleural.
  2. B) Toracocentese para determinar característica do derrame e iniciar com antibioticoterapia, neste caso ceftriaxona empiricamente até cultura do líquido pleural. 
  3. C) Drenagem torácica à direita com utilização de antibioticoterapia, neste caso ceftriaxona empiricamente até cultura do líquido pleural.
  4. D) Toracocentese para determinar característica do derrame e iniciar antibioticoterapia, neste caso penicilina cristalina empiricamente até cultura do líquido pleural.
  5. E) NDA.

Pérola Clínica

Derrame pleural em criança com pneumonia → Toracocentese diagnóstica + ATB empírico (Penicilina cristalina).

Resumo-Chave

Em crianças com pneumonia e derrame pleural, a toracocentese é crucial para diferenciar um derrame paraneumônico simples de um complicado ou empiema, guiando a conduta. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada prontamente, com penicilina cristalina sendo uma opção eficaz para patógenos comuns.

Contexto Educacional

O derrame pleural paraneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana em crianças, sendo crucial o reconhecimento e manejo adequados. A incidência varia, mas a pneumonia é a principal causa de derrame pleural na faixa etária pediátrica. A identificação precoce e a intervenção apropriada são essenciais para prevenir complicações graves como o empiema. O diagnóstico inicia-se com a suspeita clínica (febre, tosse, dispneia, dor torácica) e é confirmado por exames de imagem, como o raio-X de tórax, que pode evidenciar consolidação e derrame. O ultrassom de tórax é uma ferramenta valiosa para quantificar o derrame, identificar septações e guiar procedimentos. A toracocentese diagnóstica é o passo seguinte para analisar o líquido pleural e classificar o derrame como simples, complicado ou empiema. O manejo inicial envolve antibioticoterapia empírica, geralmente com cobertura para patógenos respiratórios comuns, como Streptococcus pneumoniae (penicilina cristalina ou ceftriaxona). A decisão de drenar o derrame depende das características do líquido pleural. Derrames simples podem ser manejados apenas com antibióticos, enquanto derrames complicados ou empiema requerem drenagem torácica, que pode ser seguida por fibrinolíticos ou videotoracoscopia. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de derrame pleural em crianças?

Sinais incluem dispneia, tosse, febre, dor torácica e, ao exame físico, diminuição do murmúrio vesicular, macicez à percussão e diminuição da expansibilidade torácica.

Qual a importância da toracocentese no derrame pleural pediátrico?

A toracocentese é fundamental para analisar o líquido pleural (pH, glicose, LDH, celularidade, cultura), diferenciando um derrame paraneumônico simples de um complicado ou empiema, o que direciona a conduta terapêutica.

Quando indicar drenagem torácica em derrame pleural pediátrico?

A drenagem torácica é indicada para derrames complicados ou empiema, caracterizados por líquido purulento, pH < 7.20, glicose < 40 mg/dL, LDH > 1000 U/L ou presença de bactérias na coloração de Gram.

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