HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Lactente de 1 ano de idade, feminina, previamente hígida, trazida ao ProntoAtendimento por febre de até 39,1oC, cansaço e dor abdominal há 2 dias. Mãe refere que suas vacinas estão em dia (inclusive contra Influenza) e que está frequentando ensino infantil há 2 meses. Nega alergias. Ao exame físico: regular estado geral, corada, hidratada, com tiragem subdiafragmática e intercostal, com FR= 60 ipm, FC= 170 bpm, T= 37,8oC, satO2= 90% em ar ambiente e PA no percentil 50 para idade e sexo. À ausculta pulmonar, MV reduzidos em base direita, sem ruídos adventícios, com redução da voz nesse local. Sem demais alterações ao exame físico. Realizou PCR-SARSCOV2 que resultou negativo e o Rx de tórax (PA) abaixo: De acordo com a sua principal hipótese diagnóstica, a melhor conduta neste momento é:
Lactente com desconforto respiratório, MV ↓, SatO2 ↓, Rx sugestivo de derrame → Internação, O2, toracocentese, ATB EV (Penicilina cristalina).
O quadro clínico de lactente com febre, desconforto respiratório, MV reduzidos e hipoxemia, associado a um Rx de tórax sugestivo de derrame pleural, indica pneumonia grave com complicação. A conduta inicial inclui internação, oxigenioterapia, e avaliação para toracocentese e antibioticoterapia endovenosa.
O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana em crianças, podendo evoluir para empiema se não for adequadamente manejado. O quadro clínico de um lactente com febre, desconforto respiratório, taquipneia, hipoxemia e achados de exame físico como diminuição do murmúrio vesicular e macicez à percussão, associado a uma imagem radiológica sugestiva, aponta para essa condição. A conduta inicial para um lactente com suspeita de pneumonia grave e derrame pleural inclui internação hospitalar para monitoramento e suporte. A oxigenioterapia é essencial para corrigir a hipoxemia. A avaliação do derrame pleural, idealmente com um Rx em decúbito lateral para confirmar a mobilidade do líquido, é crucial para decidir sobre a toracocentese diagnóstica e, se necessário, terapêutica. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada prontamente por via endovenosa, e a penicilina cristalina é uma excelente escolha, dada a alta prevalência de Streptococcus pneumoniae como agente etiológico. Para residentes, é fundamental reconhecer a gravidade do quadro, iniciar o suporte adequado e não atrasar a investigação e o manejo do derrame pleural, que pode exigir drenagem torácica.
Sinais de alerta incluem desconforto respiratório progressivo, taquipneia, hipoxemia, diminuição do murmúrio vesicular, macicez à percussão e redução da expansibilidade torácica no exame físico.
O Rx em decúbito lateral ajuda a confirmar a presença de líquido livre na cavidade pleural e a estimar seu volume, diferenciando-o de outras opacidades pulmonares e orientando a necessidade de toracocentese.
A penicilina cristalina tem excelente cobertura para Streptococcus pneumoniae, o principal agente etiológico da pneumonia bacteriana comunitária e suas complicações como o derrame pleural em crianças, sendo eficaz e de baixo custo.
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