SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Criança de 10 anos, há 10 dias iniciou tosse, febre e dor torácica. Levada à emergência devido à piora clínica. A radiografia de tórax apresentou opacificação no terço inferior do pulmão direito. Aventada hipótese de pneumonia complicada com derrame pleural. Qual o melhor exame a ser solicitado para confirmação diagnóstica?
Suspeita de derrame pleural em criança com pneumonia → Ultrassom de tórax para confirmação e caracterização.
Em casos de suspeita de derrame pleural, especialmente em crianças onde a radiografia pode ser limitada na diferenciação entre consolidação e líquido, o ultrassom de tórax é o exame de escolha. Ele permite confirmar a presença de líquido, estimar seu volume, caracterizar sua natureza (livre ou loculado) e guiar procedimentos como a toracocentese.
O derrame pleural paraneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana em crianças, e sua identificação e manejo adequados são cruciais para evitar desfechos desfavoráveis como o empiema. A suspeita clínica surge com sintomas respiratórios persistentes e dor torácica, especialmente após um quadro de pneumonia. A radiografia de tórax é o exame inicial, mas pode ser limitada para diferenciar um derrame pequeno de uma consolidação pulmonar densa ou para caracterizar o líquido. Nesses casos, o ultrassom de tórax torna-se o exame de escolha. Ele permite visualizar o líquido pleural, quantificá-lo, identificar septações e loculamentos, e guiar a toracocentese diagnóstica e terapêutica, sendo superior à radiografia para esses fins. Para residentes, é fundamental compreender que a escolha do ultrassom como próximo passo após a radiografia otimiza o diagnóstico e a conduta, evitando exames mais invasivos ou com radiação desnecessária. A capacidade de identificar loculamentos é particularmente importante, pois um derrame loculado pode exigir drenagem mais agressiva ou fibrinolíticos.
Os sinais incluem tosse, febre, dor torácica, dispneia, macicez à percussão, diminuição do frêmito toracovocal e abolição do murmúrio vesicular na área afetada.
O ultrassom é preferível por ser não invasivo, não utilizar radiação, ser portátil e capaz de diferenciar líquido de consolidação, estimar o volume do derrame e identificar loculamentos, além de guiar procedimentos.
A tomografia é reservada para casos em que o ultrassom não é conclusivo, para planejar cirurgias complexas, ou para investigar outras patologias pulmonares ou mediastinais associadas.
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