UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Paciente de 4 anos foi trazido à consulta por quadro de febre alta, prostração, tosse e aumento da frequência respiratória. Ao exame físico, a criança encontrava-se em regular estado geral, com temperatura axilar de 39° C. Apresentava redução do murmúrio vesicular e do frêmito toracovocal, macicez à percussão e alguns crepitantes no hemitórax direito. O exame radiológico de tórax demonstrou broncogramas aéreos e opacidade de metade do mesmo hemitórax. Assinale a alternativa que contempla uma conduta adequada, além da antibioticoterapia.
Derrame pleural pediátrico moderado/grande + sinais de consolidação → USG + punção/drenagem.
A presença de macicez, redução de murmúrio vesicular e frêmito toracovocal, associada à opacidade radiológica, sugere derrame pleural. A ultrassonografia torácica é crucial para confirmar o derrame, avaliar seu volume e características (livre ou loculado), guiando a decisão de punção e drenagem, que é indicada para volumes moderados a grandes ou derrames complicados.
O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana em crianças, e seu manejo adequado é crucial para evitar morbidade e mortalidade. O quadro clínico, com febre, tosse, taquipneia e prostração, associado a achados de exame físico como macicez à percussão e redução do murmúrio vesicular, sugere fortemente a presença de líquido na cavidade pleural. A radiografia de tórax, com opacidade e broncogramas aéreos, confirma a consolidação pulmonar e a presença do derrame. Após a antibioticoterapia, a próxima etapa diagnóstica e terapêutica é a avaliação do derrame. A ultrassonografia do hemitórax direito é o exame de imagem de escolha, pois permite confirmar a presença do derrame, estimar seu volume, diferenciar líquido livre de loculado e guiar procedimentos invasivos com segurança. A punção e drenagem torácica são indicadas para derrames de volume moderado a grande, ou quando há evidência de derrame complicado (empiema), visando a remoção do líquido, alívio da compressão pulmonar e melhora da função respiratória. A decisão de puncionar e drenar não deve ser tomada para qualquer volume de derrame, pois pequenos derrames podem ser reabsorvidos com antibioticoterapia. A avaliação do volume e das características do líquido pleural (pH, glicose, LDH, cultura) obtidas pela punção diagnóstica são essenciais para guiar a conduta. Este conhecimento é vital para residentes de pediatria e emergência, garantindo um manejo eficaz e baseado em evidências.
Os achados incluem macicez à percussão, redução ou abolição do murmúrio vesicular, diminuição do frêmito toracovocal e, em casos de grandes derrames, desvio da traqueia.
A USG torácica é fundamental para confirmar a presença de líquido, estimar seu volume, diferenciar derrame livre de loculado, guiar a punção e drenagem, e monitorar a evolução, sendo mais sensível que a radiografia para pequenos volumes.
A drenagem é indicada para derrames de volume moderado a grande, derrames complicados (empiema, pH baixo, glicose baixa, LDH alto no líquido pleural), ou quando há sinais de desconforto respiratório significativo.
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