HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Criança com 3 anos de idade, pré-escolar, do sexo feminino, é trazida ao pronto-socorro com história de tosse não produtiva e febre moderada há três dias. Ela fez uso de paracetamol, mas sem melhora. Há 24 horas vem se referindo a dor no hemitórax direito (HTD), em pontada e piora do padrão respiratório, com frequência respiratória de 45 irpm, tiragem intercostal e murmúrio vesicular abolido na base do HTD, com broncofonia diminuída. A radiografia de tórax mostrou velamento do seio costofrênico direito. O cartão de vacinação está completo para idade e a mãe nega doenças prévias.O provável diagnóstico e o agente etiológico mais frequente nesse caso é:
Criança com pneumonia + dor torácica + MV abolido + velamento RX = Derrame pleural, frequentemente por S. pneumoniae.
A presença de dor torácica em pontada, piora do padrão respiratório, murmúrio vesicular abolido e velamento do seio costofrênico na radiografia de tórax em uma criança com quadro infeccioso respiratório sugere fortemente derrame pleural. Em crianças, o Streptococcus pneumoniae é o agente etiológico mais comum de pneumonia e suas complicações, como o derrame parapneumônico.
O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana em crianças, caracterizado pelo acúmulo de líquido no espaço pleural. Sua incidência tem sido influenciada pela vacinação pneumocócica, mas ainda representa um desafio diagnóstico e terapêutico. A etiologia mais comum, mesmo em crianças vacinadas, permanece sendo o Streptococcus pneumoniae, embora outros agentes como Staphylococcus aureus também possam causar quadros mais graves, especialmente empiemas. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela piora do quadro respiratório, dor torácica pleurítica, e achados ao exame físico como macicez à percussão e abolição do murmúrio vesicular. A radiografia de tórax é o exame inicial, revelando velamento do seio costofrênico ou opacificação da base pulmonar. A ultrassonografia torácica é fundamental para confirmar a presença de líquido, quantificá-lo e guiar procedimentos de drenagem. O manejo do derrame pleural varia desde a observação em derrames pequenos e não complicados até a drenagem torácica com ou sem uso de fibrinolíticos para derrames maiores, loculados ou empiemas. A antibioticoterapia empírica deve cobrir os patógenos mais comuns, como S. pneumoniae, e ser ajustada conforme cultura e antibiograma do líquido pleural. Residentes devem estar atentos aos sinais de alerta para evitar a progressão para empiema, uma condição mais grave.
Sinais incluem dor torácica em pontada, piora do padrão respiratório, taquipneia, tiragem intercostal, macicez à percussão, diminuição ou abolição do murmúrio vesicular e broncofonia diminuída na área afetada.
O Streptococcus pneumoniae é o agente etiológico mais frequente de pneumonia e suas complicações, como o derrame pleural parapneumônico, mesmo em crianças com vacinação completa, devido à diversidade de sorotipos.
A radiografia de tórax pode mostrar velamento do seio costofrênico (sinal precoce), opacificação homogênea da base pulmonar, desvio de estruturas mediastinais e, em casos maiores, a imagem clássica em "menisco".
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