Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2021
Mulher, 40 anos de idade, internada para tratamento de pneumonia bacteriana, desenvolveu derrame pleural esquerdo. A análise bioquímica da punção diagnóstica do líquido pleural, seroso e turvo, demonstra pH 7,15, glicose 35 mg/dL e DHL 300 mg/dL. Qual é conduta mais adequada?
Derrame parapneumônico complicado/empiema = pH pleural < 7,20, glicose < 60 mg/dL, DHL > 3x limite superior sérico → Drenagem pleural.
Os achados do líquido pleural (pH baixo, glicose baixa e DHL elevado) são indicativos de um derrame parapneumônico complicado ou empiema. Nesses casos, a drenagem pleural é a conduta mais adequada para remover o líquido infectado, prevenir a formação de loculações e evitar complicações como o encarceramento pulmonar.
O derrame pleural é uma complicação comum da pneumonia bacteriana, conhecido como derrame parapneumônico. A avaliação do líquido pleural é crucial para determinar a natureza do derrame e guiar a conduta terapêutica. A análise bioquímica do líquido pleural, incluindo pH, glicose e DHL, é fundamental para diferenciar um derrame parapneumônico não complicado de um complicado ou empiema, que exigem abordagens distintas. No caso apresentado, os valores de pH 7,15, glicose 35 mg/dL e DHL 300 mg/dL são altamente sugestivos de um derrame parapneumônico complicado ou empiema. Um pH < 7,20, glicose < 60 mg/dL e DHL elevado (geralmente > 3 vezes o limite superior do soro) são marcadores de um processo inflamatório e infeccioso significativo no espaço pleural, com alta carga bacteriana e atividade metabólica. A conduta mais adequada para um derrame parapneumônico complicado ou empiema é a drenagem pleural. A drenagem visa remover o líquido infectado, aliviar a pressão sobre o pulmão, permitir a expansão pulmonar e facilitar a ação dos antibióticos. A falha em drenar esses derrames pode levar a complicações graves, como a formação de loculações, espessamento pleural, encarceramento pulmonar e sepse, prolongando a morbidade e aumentando a mortalidade.
Os critérios incluem pH do líquido pleural < 7,20, glicose < 60 mg/dL (ou < 40 mg/dL em alguns guidelines) e DHL do líquido pleural > 3 vezes o limite superior normal do soro.
O pH baixo reflete a atividade metabólica bacteriana e das células inflamatórias no espaço pleural, que produzem ácidos e consomem glicose, além da dificuldade de difusão de íons hidrogênio para o sangue.
A falta de drenagem pode levar à progressão da infecção, formação de loculações, espessamento pleural, encarceramento pulmonar e, em casos graves, sepse e falência respiratória.
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