Derrame Pleural Complicado: Critérios e Conduta de Drenagem

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 65 anos, tabagista (30 maços-ano) e com diagnóstico de insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida (estável, NYHA II), procura a emergência com queixa de febre (38,2 °C) há 4 dias, associada a tosse produtiva, piora da dispneia habitual e dor pleurítica à direita. Ao exame físico, apresenta-se taquipneico, com macicez à percussão e abolição do murmúrio vesicular nos dois terços inferiores do hemitórax direito. Uma toracentese diagnóstica é realizada e os exames do líquido pleural revelam: Proteína pleural de 3,8 g/dL (Proteína sérica de 6,2 g/dL), DHL pleural de 450 U/L (DHL sérico de 180 U/L; valor de referência do limite superior da normalidade no soro: 200 U/L), Glicose de 52 mg/dL e pH de 7,12. A citologia diferencial mostra 85% de neutrófilos. O Gram do líquido não evidenciou microrganismos. Diante desse quadro clínico e laboratorial, qual é a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e manter observação clínica rigorosa com nova imagem em 48 horas.
  2. B) Otimizar a dose de diuréticos de alça por via intravenosa e reavaliar o paciente após compensação da volemia.
  3. C) Realizar drenagem torácica tubular em selo d'água e iniciar antibioticoterapia sistêmica.
  4. D) Solicitar tomografia de tórax com contraste para mapeamento de loculações antes de proceder à drenagem.

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