SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Uma mulher de 50 anos, tabagista e sem comorbidades conhecidas, é hospitalizada com febre alta, dispneia progressiva e dor torácica. A radiografia de tórax mostra derrame pleural moderado à direita, e a toracocentese é realizada. Resultados do líquido pleural mostram proteína de 4,2 g/dL, DHL de 800 U/L, glicose de 30 mg/dL, pH de 7,0 e predomínio de neutrófilos na citologia.Com base nos achados clínicos e laboratoriais, qual é a conduta mais apropriada?
Derrame pleural com pH < 7,2, glicose < 60 mg/dL ou DHL > 3x limite superior sérico → derrame complicado/empiema = drenagem + ATB.
Os achados do líquido pleural (pH baixo, glicose baixa, DHL elevado e predomínio de neutrófilos) são altamente sugestivos de um derrame pleural parapneumônico complicado ou empiema. Nesses casos, a drenagem do espaço pleural, juntamente com a antibioticoterapia, é a conduta mais apropriada para evitar complicações e promover a resolução da infecção.
O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana, e sua correta avaliação é crucial para o manejo adequado. A distinção entre um derrame não complicado e um complicado (ou empiema) é feita principalmente pela análise do líquido pleural. Um derrame é considerado complicado quando há evidências de infecção bacteriana no espaço pleural que não se resolverá apenas com antibióticos sistêmicos. A presença de febre alta, dispneia e dor torácica, juntamente com um derrame pleural na radiografia, levanta a suspeita de pneumonia com derrame associado. Os critérios laboratoriais do líquido pleural são fundamentais para guiar a conduta. Valores de proteína > 3,0 g/dL e DHL > 2/3 do limite superior sérico indicam um exsudato (critérios de Light). No entanto, para definir a complicação, são mais importantes o pH < 7,20, a glicose < 60 mg/dL e um DHL > 1000 U/L (ou > 3x o limite superior sérico), além da presença de neutrófilos. Um pH muito baixo reflete o metabolismo bacteriano e a inflamação intensa, indicando a necessidade de intervenção. A citologia com predomínio de neutrófilos reforça o processo inflamatório agudo e infeccioso. Diante de um derrame pleural com essas características de complicação ou empiema, a conduta mais apropriada é a drenagem do espaço pleural, geralmente por meio de um dreno torácico, para remover o líquido infectado e permitir a reexpansão pulmonar. Esta medida deve ser associada à antibioticoterapia sistêmica de amplo espectro, ajustada posteriormente conforme a cultura e o antibiograma do líquido pleural. A falha em drenar um derrame complicado pode levar a complicações graves como fibrose pleural, encarceramento pulmonar e sepse, prolongando a internação e aumentando a morbimortalidade.
Achados como pH < 7,20, glicose < 60 mg/dL, DHL > 3 vezes o limite superior normal do soro e predomínio de neutrófilos são fortemente sugestivos de derrame parapneumônico complicado ou empiema, indicando a necessidade de drenagem.
A conduta mais apropriada para um derrame pleural complicado ou empiema é a realização de drenagem pleural (geralmente por toracostomia com dreno) associada ao início de antibioticoterapia sistêmica adequada para cobrir os patógenos respiratórios comuns.
A drenagem pleural é essencial no empiema porque o líquido pleural purulento ou com características de complicação (pH baixo, glicose baixa) atua como um meio de cultura para bactérias e impede a ação eficaz dos antibióticos. A remoção do líquido infectado é crucial para o controle da infecção e para prevenir a formação de fibrose e encarceramento pulmonar.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo