FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2017
Indique a alternativa CORRETA em relação ao Derrame Pleural Parapneumônico.
Derrame pleural parapneumônico: S. pneumoniae é o agente mais comum; empiema SEMPRE deve ser drenado.
O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana, e o Streptococcus pneumoniae é o agente etiológico mais frequentemente isolado. O manejo adequado é crucial para evitar a progressão para empiema, que requer drenagem.
O derrame pleural parapneumônico é o acúmulo de líquido no espaço pleural em associação com pneumonia bacteriana, abscesso pulmonar ou bronquiectasias infectadas. É uma complicação relativamente comum, ocorrendo em até 40% dos casos de pneumonia bacteriana, e sua gravidade varia desde um derrame pequeno e estéril até um empiema franco. A fisiopatologia envolve o aumento da permeabilidade capilar pleural e a migração de neutrófilos e bactérias para o espaço pleural. O agente etiológico mais comum é o Streptococcus pneumoniae, mas outros patógenos como Staphylococcus aureus e bactérias Gram-negativas também podem estar envolvidos. O diagnóstico é feito pela análise do líquido pleural obtido por toracocentese. O manejo depende da classificação do derrame (não complicado, complicado ou empiema). Derrames não complicados podem ser tratados apenas com antibióticos. Derrames complicados e empiemas exigem drenagem do espaço pleural (toracostomia com dreno) e antibioticoterapia prolongada. A tomografia computadorizada de tórax é valiosa para identificar loculações e guiar a drenagem em casos mais complexos.
Um derrame é complicado se o pH do líquido pleural for < 7,20, glicose < 60 mg/dL, LDH > 3x o limite superior do soro, presença de bactérias na coloração de Gram ou cultura, ou presença de loculações.
A drenagem torácica é indicada para derrames complicados (pH baixo, glicose baixa, Gram/cultura positiva) e, invariavelmente, para empiema pleural, que é a presença de pus no espaço pleural.
A TC de tórax é útil para avaliar a extensão do derrame, identificar loculações, guiar procedimentos de drenagem e diferenciar o derrame de outras patologias pleurais ou parenquimatosas, especialmente em derrames complexos ou que não respondem ao tratamento.
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