FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Homem, 36 anos, internado em hospital regional para tratamento de pneumonia comunitária grave, no sexto dia de ceftriaxona e azitromicina endovenosos. Apresentou 1 pico febril e queixa de mal-estar. Sinais vitais: pressão arterial de 130x80mmHg, frequência cardíaca de 90bpm, FR: 22ipm. Exame físico pulmonar: Murmúrio vesicular diminuído em base direita, frêmito diminuído e percussão com macicez em base de hemitórax direito. Foi solicitado o seguinte raio-X de tórax: Qual a melhor conduta para esse paciente?
Piora clínica em pneumonia com sinais de derrame pleural → Avaliar necessidade de toracocentese e intensificar suporte respiratório.
Pacientes com pneumonia grave que apresentam piora clínica e sinais de derrame pleural necessitam de avaliação cuidadosa. Embora a toracocentese seja crucial para definir a natureza do derrame, a fisioterapia respiratória é uma medida de suporte fundamental para otimizar a função pulmonar e prevenir atelectasias.
O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana, ocorrendo quando o processo inflamatório pulmonar se estende à pleura. A presença de um derrame pode variar de um transudato estéril a um empiema franco, e sua identificação e manejo adequados são cruciais para o prognóstico do paciente. A suspeita de derrame pleural surge em pacientes com pneumonia que apresentam piora clínica, febre persistente ou sinais respiratórios como dispneia e dor pleurítica. O exame físico revela achados clássicos como macicez à percussão, diminuição do murmúrio vesicular e do frêmito toracovocal. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como radiografia de tórax (com incidências em decúbito lateral para avaliar mobilidade do líquido) e ultrassonografia torácica, que é excelente para guiar a toracocentese. A conduta para o derrame pleural parapneumônico depende de sua natureza. Derrame simples pode ser manejado com antibióticos e fisioterapia respiratória. Derrame complicado ou empiema requer drenagem torácica (toracostomia) e, por vezes, uso de fibrinolíticos intrapleurais ou videotoracoscopia. A fisioterapia respiratória é um componente essencial do tratamento de suporte, auxiliando na reexpansão pulmonar, melhora da ventilação e mobilização de secreções, contribuindo para a recuperação funcional do paciente.
Os sinais incluem murmúrio vesicular diminuído ou ausente, macicez à percussão, frêmito toracovocal diminuído ou ausente sobre a área do derrame, e, em alguns casos, egofonia na borda superior do derrame.
A fisioterapia respiratória é crucial para promover a reexpansão pulmonar, melhorar a ventilação, mobilizar secreções e prevenir atelectasias, otimizando a função respiratória geral do paciente.
A toracocentese é indicada quando o derrame é de tamanho significativo (>10 mm no decúbito lateral), quando há piora clínica apesar do antibiótico, ou se há suspeita de derrame complicado (empiema) para análise do líquido pleural.
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