HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Homem, 44 anos, apresenta queixa de dor torácica, tosse, dispneia e febre há uma semana. É hipertenso, obeso, ex-tabagista. Radiografia de tórax realizada na chegada (imagem a seguir). Em relação à principal hipótese diagnóstica, afirma-se: I. O paciente encontra-se na fase I do derrame pleural parapneumônico. II. Na amostragem do líquido pleural espera-se encontrar lactato desidrogenase elevado e depósito de fibrina. III. Os germes mais frequentemente encontrados no líquido pleural são estreptococo e estafilococo. Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
Derrame parapneumônico complicado (fase II) = LDH ↑, glicose ↓, pH ↓, fibrina. Germes comuns: Streptococcus e Staphylococcus.
O derrame pleural parapneumônico evolui em fases: exsudativa (não complicada), fibrinopurulenta (complicada) e organizativa. A presença de LDH elevado e depósito de fibrina no líquido pleural indica uma fase mais avançada (fibrinopurulenta), que requer drenagem. Os principais agentes etiológicos são bactérias Gram-positivas como Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus.
O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana, representando um desafio diagnóstico e terapêutico. A compreensão de suas fases e das características do líquido pleural é crucial para o manejo adequado e para evitar complicações graves como o empiema pleural e o encarceramento pulmonar. A evolução do derrame ocorre em três estágios: exsudativo (não complicado), fibrinopurulento (complicado) e organizativo. A análise do líquido pleural é fundamental para diferenciar um derrame não complicado de um complicado. Um derrame complicado (fase fibrinopurulenta) é caracterizado por um líquido com pH baixo (< 7.20), glicose baixa (< 60 mg/dL), LDH elevado (> 3x o limite superior do soro) e, frequentemente, presença de fibrina e septações. A identificação desses parâmetros é essencial para decidir pela drenagem torácica, que é a conduta padrão para derrames complicados. Os agentes etiológicos mais comuns são Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus, embora anaeróbios e outros Gram-negativos também possam estar envolvidos, especialmente em pacientes com fatores de risco. Para residentes, o domínio da interpretação dos exames do líquido pleural e o conhecimento das fases do derrame parapneumônico são habilidades indispensáveis para o diagnóstico precoce e a instituição de um tratamento eficaz, que pode incluir antibioticoterapia e drenagem, prevenindo morbidade e mortalidade significativas.
O derrame pleural parapneumônico evolui em três fases: fase I (exsudativa ou não complicada), fase II (fibrinopurulenta ou complicada) e fase III (organizativa). Cada fase tem características distintas no líquido pleural e implicações terapêuticas.
Um derrame parapneumônico complicado (fase II) é indicado por pH < 7.20, glicose < 60 mg/dL, LDH > 3 vezes o limite superior do soro, presença de bactérias na coloração de Gram ou cultura, e/ou presença de fibrina e septações.
Os germes mais comuns são Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Staphylococcus aureus e bactérias anaeróbias. Outros incluem Haemophilus influenzae e bacilos Gram-negativos, especialmente em pacientes hospitalizados ou com comorbidades.
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