HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Pré-escolar, 3 anos, previamente hígida, apresenta febre alta e tosse há 5 dias. Evoluiu com dificuldade respiratória progressiva. Ao exame físico, há estertores crepitantes no pulmão direito e redução do murmúrio vesicular na base direita. Radiografia de tórax revelou derrame pleural moderado no hemitórax direito. A ultrassonografia (US) de tórax confirmou presença de loculações no derrame pleural. A criança está hemodinamicamente estável. O próximo passo no manejo da paciente deverá ser:
Derrame pleural loculado em criança com pneumonia → Toracocentese guiada por US + análise microbiológica.
Em um pré-escolar com pneumonia e derrame pleural moderado, especialmente com loculações confirmadas por ultrassonografia, a toracocentese diagnóstica e terapêutica guiada por US é o próximo passo essencial. Isso permite a análise do líquido pleural para identificar o agente etiológico e iniciar a antibioticoterapia direcionada, além de aliviar a compressão pulmonar.
O derrame pleural paraneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana em crianças, e sua evolução para um derrame complicado ou empiema exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica específica. A identificação precoce de loculações no derrame é um marco importante, pois indica a necessidade de intervenções mais invasivas do que apenas a antibioticoterapia. A apresentação clínica de febre alta, tosse e dificuldade respiratória progressiva, associada a achados de consolidação e redução do murmúrio vesicular, deve levantar a suspeita de pneumonia com derrame. A radiografia de tórax confirma a presença do derrame, mas a ultrassonografia de tórax é fundamental para caracterizar o líquido, identificar septações ou loculações e guiar com segurança a toracocentese. A toracocentese diagnóstica e terapêutica, preferencialmente guiada por ultrassom, é o passo inicial no manejo de um derrame pleural loculado. A análise do líquido pleural (pH, glicose, LDH, proteínas, celularidade, Gram e cultura) é essencial para confirmar o diagnóstico de empiema e direcionar a antibioticoterapia. Em casos de empiema ou derrame complicado que não respondem à toracocentese, a drenagem torácica com ou sem fibrinolíticos, ou mesmo a videotoracoscopia, pode ser necessária.
A suspeita de derrame pleural complicado ou empiema surge em crianças com pneumonia que evoluem com piora clínica, febre persistente, dificuldade respiratória progressiva e achados radiológicos de derrame pleural. A presença de loculações na ultrassonografia torácica é um forte indicativo de complicação.
A ultrassonografia de tórax é crucial para avaliar a extensão do derrame, identificar loculações e guiar procedimentos como a toracocentese. Ela permite uma visualização em tempo real, aumentando a segurança e eficácia da punção e drenagem do líquido pleural.
Após identificar um derrame pleural loculado, o próximo passo é realizar uma toracocentese guiada por ultrassonografia. Isso permite a coleta de amostra para análise microbiológica (cultura, gram) e bioquímica, além de aliviar a compressão pulmonar e, se necessário, planejar a drenagem torácica.
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