UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2017
Sobre derrame pleural na criança, é CORRETO afirmar.
Derrame pleural paraneumônico evolui em fases: exsudativa → fibrino-purulenta → organizada.
O derrame pleural paraneumônico, especialmente em crianças, evolui classicamente em três fases: exsudativa (acúmulo de líquido estéril), fibrino-purulenta (formação de fibrina e pus) e organizada (formação de loculações e fibrose). A identificação da fase é crucial para guiar a conduta terapêutica.
O derrame pleural em crianças é uma complicação comum de infecções respiratórias, principalmente pneumonias bacterianas, sendo denominado derrame pleural paraneumônico. A compreensão de sua fisiopatologia e evolução é crucial para o manejo adequado. A pleura, uma membrana serosa que reveste os pulmões e a parede torácica, pode acumular líquido em seu espaço virtual devido a desequilíbrios na produção e reabsorção, ou inflamação direta. A evolução do derrame pleural paraneumônico classicamente ocorre em três fases: a fase exsudativa, onde há um acúmulo de líquido estéril com baixo teor de células e proteínas; a fase fibrino-purulenta, caracterizada pela invasão bacteriana, formação de pus e deposição de fibrina, levando à formação de loculações; e a fase organizada, onde há proliferação de fibroblastos e formação de uma 'casca' fibrosa que pode aprisionar o pulmão. A análise bioquímica do líquido pleural (pH, glicose, LDH, celularidade) é fundamental para classificar o derrame e guiar a conduta. O tratamento varia conforme a fase. Pequenos derrames exsudativos podem ser manejados com antibióticos sistêmicos. Derrames maiores ou em fases mais avançadas (fibrino-purulenta ou organizada) geralmente requerem drenagem torácica, que pode ser complementada com fibrinolíticos intrapleurais ou videotoracoscopia para quebrar as loculações e permitir a reexpansão pulmonar. A identificação precoce da fase e a intervenção apropriada são essenciais para evitar complicações como o empiema crônico e a restrição pulmonar.
O derrame pleural paraneumônico evolui em três fases: exsudativa (líquido estéril), fibrino-purulenta (pus e fibrina) e organizada (fibrose e loculações), que determinam a complexidade do tratamento.
A drenagem torácica é indicada para derrames pleurais em crianças que são grandes, sintomáticos, ou que estão nas fases fibrino-purulenta ou organizada, especialmente se houver sinais de empiema.
Sim, infecções virais podem causar derrame pleural em crianças, embora geralmente sejam pequenos, unilaterais e de resolução espontânea, sendo menos comuns que os derrames paraneumônicos bacterianos.
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