Derrame Pleural Maligno Recidivante: Manejo Paliativo

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 67 anos de idade, está em tratamento paliativo para neoplasia de reto estadio IV. Tem diabete melito e é ex-tabagista. Há 4 semanas, foi submetido a toracocentese de alívio, com retirada de 1100 mL. Houve melhora dos sintomas e expansão pulmonar completa em radiografia de controle. Retorna ao ambulatório com queixa de há 1 semana recidiva da dispneia e tosse seca. Nega dor torácica e febre. Apresenta KPS (performance status de Karnofsky) de 60. Abaixo a radiografia de tórax atual. Análise do líquido pleural confirmou etiologia neoplásica.Qual é a conduta nesta situação?

Alternativas

  1. A) Repetir a toracocentese esvaziadora.
  2. B) Drenagem com cateter pleural e pleurodese.
  3. C) Drenagem com cateter pleural e manter até diminuir o débito.
  4. D) Toracotomia com pleurectomia parietal ampla.

Pérola Clínica

Derrame pleural maligno recidivante em paciente paliativo → Drenagem com cateter pleural e pleurodese.

Resumo-Chave

Em pacientes com derrame pleural maligno recidivante e expectativa de vida limitada, a pleurodese com cateter pleural de demora é a conduta de escolha. Ela visa a obliteração do espaço pleural, prevenindo novas recidivas e melhorando a qualidade de vida.

Contexto Educacional

O derrame pleural maligno é uma complicação comum em pacientes com neoplasias avançadas, frequentemente causando dispneia e impactando significativamente a qualidade de vida. A recorrência é frequente, e o manejo visa o alívio sintomático e a prevenção de novas acumulações de líquido. A escolha da conduta depende da expectativa de vida do paciente, do status de performance (KPS) e da expansibilidade pulmonar. Em pacientes com derrame pleural maligno recidivante e que estão em cuidados paliativos, o objetivo principal é o controle dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida. A toracocentese de alívio oferece melhora temporária, mas não impede a recorrência. A pleurodese, que envolve a instilação de um agente esclerosante no espaço pleural para criar aderências, é uma estratégia mais definitiva para prevenir a recidiva. A drenagem com cateter pleural de demora, seguida de pleurodese, é uma abordagem eficaz. O cateter permite a drenagem contínua ou intermitente do líquido pleural em ambiente ambulatorial, e a pleurodese pode ser realizada através dele. Essa combinação oferece alívio duradouro da dispneia, reduz a necessidade de múltiplas intervenções e melhora o conforto do paciente, alinhando-se aos princípios dos cuidados paliativos.

Perguntas Frequentes

Qual a indicação da pleurodese em derrame pleural maligno?

A pleurodese é indicada para derrames pleurais malignos recidivantes que causam sintomas, como dispneia, e que não respondem à toracocentese de alívio. Seu objetivo é prevenir a recorrência do derrame.

Quais as opções de tratamento para derrame pleural maligno em cuidados paliativos?

As principais opções incluem toracocentese de alívio (para alívio imediato), drenagem com cateter pleural de demora (para drenagem ambulatorial) e pleurodese (para obliteração do espaço pleural e prevenção de recidivas).

Quando considerar um cateter pleural de demora em vez de pleurodese?

O cateter pleural de demora é uma opção para pacientes com expectativa de vida muito curta, pulmão não expansível ou que não são candidatos à pleurodese. A pleurodese é preferível quando há expectativa de sucesso na obliteração do espaço pleural.

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