Derrame Pleural Maligno: Manejo e Pleurodese

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 50 anos de idade, apresenta derrames pleurais de repetição secundários à neoplasia de mama. Radiografia de tórax demonstra derrame pleural moderado à esquerda. A biópsia da pleura com agulha de COPE revelou a presença de implante neoplásico de tumor mamário. A conduta mais adequada é

Alternativas

  1. A) videotoracoscopia com biópsia pleural para realização de imunohistoquímica.
  2. B) drenagem pleural seguida de pleurodese à esquerda.
  3. C) videotoracoscopia e análise do líquido pleural com pesquisa de células neoplásicas.
  4. D) drenagem pleural e pesquisa de células neoplásicas em líquido pleural.

Pérola Clínica

Derrame pleural maligno recidivante com biópsia positiva → Drenagem pleural + pleurodese para controle sintomático.

Resumo-Chave

Em casos de derrame pleural maligno confirmado por biópsia e com recidivas, a pleurodese é a conduta mais adequada para controle sintomático e prevenção de novas coleções, melhorando a qualidade de vida do paciente. A drenagem prévia é essencial para esvaziar o líquido e permitir a adesão das pleuras.

Contexto Educacional

O derrame pleural maligno é uma complicação comum em pacientes com câncer avançado, especialmente de mama, pulmão e ovário, e frequentemente indica doença metastática. Caracteriza-se pelo acúmulo de líquido no espaço pleural devido à invasão neoplásica, resultando em sintomas como dispneia, tosse e dor torácica, que impactam significativamente a qualidade de vida do paciente. A recorrência é um desafio clínico importante. O diagnóstico é estabelecido pela análise do líquido pleural (citologia) ou biópsia pleural, como a realizada por agulha de Cope, que pode identificar implantes neoplásicos. Uma vez confirmado o diagnóstico de malignidade e havendo recorrência sintomática, o foco do tratamento muda de diagnóstico para manejo paliativo e controle dos sintomas. A videotoracoscopia pode ser usada para diagnóstico em casos inconclusivos, mas não é a primeira linha para recorrência já diagnosticada. A conduta mais adequada para derrames pleurais malignos de repetição é a drenagem do líquido pleural seguida de pleurodese. A pleurodese é um procedimento que visa criar uma adesão entre as pleuras visceral e parietal, obliterando o espaço pleural e impedindo o novo acúmulo de líquido. O talco é o agente esclerosante mais comumente utilizado, aplicado através de um dreno torácico ou por videotoracoscopia. Este tratamento melhora a dispneia e a qualidade de vida, sendo uma medida paliativa eficaz.

Perguntas Frequentes

Qual a principal indicação da pleurodese no derrame pleural?

A pleurodese é indicada para o controle de derrames pleurais malignos recorrentes e sintomáticos, visando a obliteração do espaço pleural e a prevenção de novas acumulações de líquido.

Quando a biópsia pleural por agulha de Cope é suficiente para o diagnóstico?

A biópsia por agulha de Cope é suficiente quando revela a presença de células neoplásicas, confirmando a malignidade. Não há necessidade de procedimentos mais invasivos para confirmação adicional se o diagnóstico já está estabelecido.

Quais são as opções de agentes para pleurodese química?

Os agentes mais comuns para pleurodese química incluem talco estéril, doxiciclina e bleomicina. O talco é frequentemente preferido devido à sua eficácia e custo-benefício.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo