IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Um paciente tabagista há cerca de 20 anos chegou à emergência, com queixas de dispneia progressiva há 15 dias. Ao exame físico, notava-se ausência de murmúrio vesicular e frêmito toracovocal no hemitórax direito, com macicez à percussão, além de desvio do ictus para a esquerda. Assinale a alternativa que indica a hipótese diagnóstica mais provável para o caso descrito.
Derrame pleural maciço (macicez, MV/FTV ausentes, desvio ictus) em tabagista → alta suspeita de carcinomatose pleural.
O quadro clínico de dispneia progressiva, macicez à percussão, ausência de murmúrio vesicular e frêmito toracovocal, com desvio do ictus, sugere um derrame pleural maciço. Em um tabagista, a principal hipótese etiológica para um derrame pleural neoplásico é a carcinomatose pleural, frequentemente secundária a um câncer de pulmão.
O derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural, e sua etiologia é vasta. Em um paciente tabagista com dispneia progressiva e achados de exame físico que indicam um derrame pleural maciço (macicez, ausência de murmúrio vesicular e frêmito toracovocal, desvio do ictus), a suspeita de malignidade é elevada. A fisiopatologia do derrame pleural maligno, como na carcinomatose pleural, envolve o comprometimento da drenagem linfática e/ou aumento da permeabilidade capilar pleural devido à presença de células tumorais. O desvio do ictus para o lado contralateral é um sinal de grande volume de líquido, empurrando o mediastino. O tabagismo é um fator de risco preponderante para neoplasias pulmonares, que frequentemente metastatizam para a pleura. O diagnóstico diferencial de derrame pleural maciço inclui outras causas como insuficiência cardíaca grave, tuberculose, ou mesmo derrames parapneumônicos complicados. No entanto, a história de tabagismo e a progressão da dispneia direcionam a investigação para causas neoplásicas. A toracocentese diagnóstica com análise do líquido pleural (citologia, bioquímica) é fundamental para confirmar a etiologia e planejar o tratamento, que pode incluir drenagem, pleurodese ou quimioterapia, dependendo do estadiamento e tipo histológico do câncer.
Os achados incluem dispneia, macicez à percussão no hemitórax afetado, abolição ou redução acentuada do murmúrio vesicular e do frêmito toracovocal, e desvio do ictus cordis e/ou traqueia para o lado contralateral ao derrame.
A carcinomatose pleural, frequentemente secundária a neoplasias como câncer de pulmão, mama ou trato gastrointestinal, manifesta-se com derrame pleural exsudativo, dispneia progressiva, dor torácica e, por vezes, tosse.
O tabagismo é um fator de risco primário para o câncer de pulmão, que é uma das causas mais comuns de derrame pleural maligno (carcinomatose pleural). Portanto, em um tabagista com derrame pleural, a etiologia neoplásica deve ser fortemente considerada.
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